terça-feira, 12 de abril de 2016

Eduardo Velasco - O raio de Deus e o raio do Diabo

por Eduardo Velasco

PRIMEIRA PARTE ― BIOELETRICIDADE E MAGNETISMO ASTRAL

"A vida não é possível sem os campos eletromagnéticos e a boa saúde não é possível se os campos eletromagnéticos estão desequilibrados durante grandes períodos de tempo. A energia magnética é a energia da Natureza em equilíbrio". - (Doutor Richard Broeringmeyer, editor da “Bio-Energy Health Newsletter") 

"Quando consideramos a vida orgânica a luz da biofísica, descobrimos que os fenômenos elétricos estão na raiz de toda a vida celular e chegamos à conclusão de que ao final de tudo há uma carga elétrica". - (Dr. J. Bellot)

Os tipos de contaminação que normalmente chamam mais atenção do público são as contaminações atmosférica, aquática e diversas formas de intoxicação por produtos químicos, comida inapropriada, produtos de limpeza e similares. No entanto, há uma forma de poluição que quase ninguém está ciente, mesmo que seus efeitos são tão graves ou mais do que as formas mencionadas: a contaminação eletromagnética ou eletrosmog. Para entender a gravidade do problema, nessa parte vamos começar por dar uma revisão da importância dos campos magnéticos e da bioeletricidade humana, e na segunda parte, vamos entrar nos efeitos perniciosos dos campos eletromagnéticos artificiais.

A IMPORTÂNCIA DOS CAMPOS MAGNÉTICOS NATURAIS NA ORDEM CÓSMICA

As forças universais de atração e repulsão entre dois polos são as que mantêm a matéria em ordem, soldando as partículas atômicas, movendo elétrons, regulando reações químicas e dando coesão ao sistema solar, as galáxias e toda a estrutura material. Quando o Big Bang dividiu a unidade primordial, surgiram espontaneamente duas forças opostas, como o polo positivo e negativo de um imenso campo eletromagnético. A partir daí, a interação entre esses dois polos moldou o Universo tal e como o conhecemos atualmente.

Portanto, os campos eletromagnéticos são tão antigos quanto o próprio Cosmos e estão relacionados a essa interação entre dois extremos energéticos. O mundo material perceptível pelos cinco sentidos convencionais caracteriza-se por ser um cruzamento entre esses dois mundos, um "escuro" e outro "luminoso". As tradições antigas identificaram esses extremos de muitas maneiras diferentes: os taoistas falavam de Yin-Yang, os antigos germânicos de gelo-fogo, os hindus Prakriti-Purusha, os cristãos de inferno-céu, os maniqueístas de escuridão-luz e outros fizeram várias oposições igualmente válidas, como caos-ordem, dionisíaco-apolíneo, ou devir-ser. Nos seres vivos mais evoluídos, a polaridade essencial para a vida se manifesta na relação sexual entre macho e fêmea, enquanto que na química e na nutrição, temos a contrapartida ácido-alcalino. No microcosmo, a polaridade é representada por elétrons, prótons, íons e outras partículas, e até mesmo a informática é regida atualmente por um sistema polarizado chamado "binário", que emprega 0 (o nada) e o 1 (o ser absoluto). Assim como uma corrente elétrica precisa de dois polos para fluir (gradiente de potencial), também a vida e qualquer sistema precisa de dois extremos para desenvolver-se, sob um equilíbrio semelhante ao de uma balança. Sem tensão, não há vida.

No que diz respeito ao espectro eletromagnético, falamos de uma dimensão "infravermelha" e "ultravioleta". No lugar onde essas duas dimensões são cruzadas e misturadas, surge à luz do espectro visível, isto é, as sete cores do arco-íris, onde o vermelho é o mais "baixo" e escuro, o violeta é o mais "alto" e luminoso, e o verde ocupa uma posição intermediária. Os hindus e os budistas consideram que a disposição dos plexos nervosos humanos, chamados por eles de chakras, reflete uma ordem de existência piramidal, em que o primeiro chakra é a raiz em contato com o mundo (infravermelho) da Mãe Terra e o sétimo receptor do mundo (ultravioleta), do céu, do firmamento e do resto do Universo. Sob esse ponto de vista, o ser humano é literalmente um condutor entre os dois mundos, no qual ambas as forças opostas fluem, misturam, combinam e reconciliam, particularmente na altura do coração.

O espectro de luz visível é apenas uma pequena porção do espectro eletromagnético total, e corresponde à pequena zona intermediária (as linhas de frente, se preferir), onde cruza o ultravioleta com o infravermelho. O corpo humano, disposto verticalmente com seus sete principais plexos nervosos, aparece como o motor de forças entre as duas dimensões, absorvendo energias da atmosfera através da respiração, da pele e dos olhos e passando para a Terra através dos pés. A cor verde, elemento central deste espectro, corresponde à biosfera terrestre. Tudo abaixo dela está relacionado com a Terra e o que está acima, com a atmosfera e o espaço.

Como todos sabem, nosso planeta é um enorme imã, com "positivo" no polo norte magnético e "negativo" no polo sul magnético. Esta polaridade manifesta-se, entre outras coisas, na tendência da bússola a apontar para o Norte, bem como em fenômenos atmosféricos como as auroras. Os eventos sísmicos e climatológicos também estão intimamente relacionados com o eletromagnetismo, uma vez que o ferro do núcleo terrestre, bem como o magma, são materiais altamente condutores, e o vento solar excita as partículas da atmosfera tornando-as reativas e colocando-as em movimento. Os polos mudaram de lugares inúmeras vezes ao longo da história geológica da Terra. Acredita-se que a última mudança do polo poderia ter ocorrido há 12.500 anos, e que a deglaciação foi um efeito derivado. Alguns relacionam as mudanças no campo geomagnético com o aparecimento e desaparecimento de certos hominídeos.

As auroras polares (boreal e austral) são o fenômeno atmosférico mais representativo da condição magnética da Terra. Elas acontecem quando um vento solar carregado eletricamente é capturado pela ionosfera e guiado para os polos. Quando partículas do vento solar colidem com os átomos e moléculas do ar terrestre, elas se tornam reativas e a energia é liberada em forma de luz. As auroras são mais ativas quando as temperaturas são baixas, de modo que durante a última era glacial deveriam ter sido mais intensas e provavelmente ocorreram em latitudes mais remotas dos polos.

Mas a polaridade da Terra não se manifesta apenas na oposição Norte-Sul. O próprio solo é um polo negativo em relação à atmosfera. Um relatório de uma empresa que fabricava ionizadores para a NASA dizia que:

"Foi determinado com absoluta certeza que existe um campo elétrico entre a Terra e a atmosfera. Este campo elétrico natural é normalmente positivo em relação à Terra, e sua força é geralmente de ordem de várias centenas de volts por metro".

Daniel Reid disse, em "The tao of health, sex, and longevity":

"O gradiente potencial é maior em lugares como montanhas, praias, parques e outros espaços abertos, onde os íons negativos fluem livremente do polo Yang positivo da atmosfera para o polo Yin negativo da Terra. Todos os organismos vivos localizados entre os dois polos atuam como condutores dessa energia".

Victor F. Hess ganhou o Prêmio Nobel em 1912 por ter descoberto que a origem dos raios cósmicos, responsável pela ionização da atmosfera, não estavam exclusivamente no Sol, mas em toda a galáxia, notadamente devido às supernovas e ao vento estelar ou galático. Em 1980, a missão espacial MAGSAT confirmou que a Terra recebe influências magnéticas do Sol e do resto do mundo sideral. O biólogo russo Aleksandr Petrovich Dubrov realizou 1228 experimentos baseados nos efeitos do magnetismo em seres humanos, animais, pássaros, insetos e plantas. Ele percebeu que havia uma correlação direta entre o bombardeamento de raios cósmicos de protuberâncias solares e os ataques cardíacos, acidentes industriais e rodoviários e episódios de esquizofrenia aguda. Ele concluiu que toda a matéria, incluindo a matéria não orgânica, era fortemente influenciada pelos raios cósmicos e que os seres vivos eram afetados de tal forma que até a substância reprodutiva, o material hereditário e a estrutura do DNA mudavam. Em "The geomagnetic field and life: geomagnetology" (1978) Dubrov concluiu que as forças geomagnéticas e cósmicas são um fator evolutivo muito importante, e que as formas de vida estão em sintonia com os ritmos magnéticos da Terra e do firmamento. Dubrov propôs aprofundar em um ramo científico que ele chamou de "astrobiologia" (não deve ser confundido com o mesmo termo cunhado pela NASA, que se refere ao estudo da possível vida extraterrestre). Dubrov tem livros muito interessantes e ainda segue ativo em conferências e pesquisas. Por sua vez, o dr. Robert O. Becker (1923-2008, autor de "Electromagnetism and life", "Cross currents" e "The body electric") descobriu que as tempestades magnéticas sempre coincidem em um aumento do ingresso de pacientes em hospitais psiquiátricos, e em e em surtos psicóticos inexplicáveis por parte de pacientes hospitalizados.

Atualmente sabemos bem o efeito dos campos magnéticos, não só na Terra (velocidade na qual gira, atividade sísmica, gravidade, órbita, climatologia etc.), mas também no comportamento e na saúde do ser humano. Sabemos, por exemplo, que certos ventos (como o Levante em Cádiz) causam estresse [NT: Levante é o termo usado para designar o vento procedente do leste no litoral mediterrâneo da Espanha e, geralmente, em todo o mediterrâneo ocidental; Cádiz é uma cidade espanhola], que alguns eventos astrais (como eclipses) são seguidos por um aumento de crimes e ingressos psiquiátricos, que o ciclo lunar (além de reger as marés) está relacionado ao ciclo reprodutivo da mulher, ou que quando a Lua está cheia, os pelos faciais e corporais crescem mais do que o habitual. A influência dos campos magnéticos astrais rege até certo ponto os biorritmos ou biociclos (tais como sono-vigília), o comportamento e a orientação, porque em nossos corpos existem elétrons, íons e metais sensíveis a essas forças. 

Mas a influência dos astros não se limita a isso. As tempestades solares podem causar a interrupção total em todos os sistemas terrestres que usam um campo eletromagnético. Esse foi o caso em 1859 e em 1921, quando foram registrados severos apagões e interrupções da telegrafia (a tempestade magnética de 1859 atacou os fios telegráficos com tal força que ateou fogo no papel telegráfico e eletrocutou os trabalhadores). Hoje, num mundo muito mais dependente da tecnologia, os efeitos de uma forte tempestade solar seriam muito mais dramáticos. O apagão de Quebec em 1989, causado por uma tempestade solar, deixou seis milhões de pessoas sem eletricidade.

A magnetosfera terrestre, causada pelo ferro do núcleo, ajuda a amortecer, em conjunto com a atmosfera, os efeitos do constante bombardeamento cósmico, "selecionando" os raios e alcançando condições ideais para a vida. É um fato bem conhecido que as tempestades, as erupções, os ventos e as manchas solares têm um forte efeito no campo magnético da Terra (chegando a causar tempestades magnéticas, apagões elétricos, interrupção de telecomunicações etc.) e no comportamento humano. No entanto, o Sol e a Terra não são os únicos corpos astrais cuja influência o ser humano está sujeito. A Lua, Marte, Vênus, todos os corpos do sistema solar, cometas e estrelas do espaço exterior também têm, em maior ou menor grau, efeitos eletromagnéticos em nosso planeta e em nós mesmos.

Nossos antepassados eram plenamente conscientes de todas esses assuntos já durante o Paleolítico, e da necessidade de interpretá-los e explicá-los, nasceram à astrologia e à astronomia. Os homens antigos sabiam que os primeiros dias e meses de uma criança o marcariam pelo resto de sua vida, e que uma criança nascida sob a influência de Marte, com Lua cheia, no meio da primavera e com a neve derretendo, não seria igual a uma criança que havia nascido sob a influência de Vênus, com Lua Nova em outra época do ano abundante em neve ― mesmo que ambas as crianças partilhassem a mesma carga genética. Este é o significado original do zodíaco, assim como da simbologia astral presente na alquimia, que com o passar do tempo e o desenvolvimento da civilização humana, tem sido distorcido em caricaturas sensacionalistas do que foram outrora.

O reconhecimento instintivo da influência astral procede dos rituais tradicionais, com seus calendários, festivais, eventos programados e a divisão do firmamento em doze "parcelas": os signos do zodíaco. A melhor época para se casar, fazer uma guerra ou um torneio, para promulgar uma lei, construir um templo, cortar madeira, conceber um filho, caçar, semear, colher e um longo etc., vinham determinados pela configuração astral e a influência da Terra. Os chineses elevaram isso à categoria de ciência com Feng shui. Pode-se dizer que a dança das estrelas no firmamento e o estado da Terra regiam o "tempo" das sociedades tradicionais. Para confirmar isso, os deuses e planetas partilham nomes em Roma e atualmente vários povos nomeiam os dias da semana a partir do nome de deuses pagãos. [NT: No português é baseado na contagem de dias até a Páscoa, no entanto, no inglês e espanhol isso ocorre].


Planetas com nomes de deuses, ou deuses com nomes de planetas. A Terra não é o único corpo no Sistema Solar que tem auroras boreais. Os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno) têm campos magnéticos muito mais poderosos que os da Terra, enormes cinturões energéticos e atmosferas gasosas altamente reativas, muitas vezes atormentadas por ventos e tempestades (como o famoso "olho de Júpiter"). Mercúrio também tem um campo magnético, e as auroras têm sido observadas igualmente em Marte. Acima, vemos a aurora boreal de Júpiter. O telescópio Chandra captou os raios X e os coloriu de magenta (um tom de vermelho mais levado para o violeta), e o telescópio Hubble captou os ultravioletas, colorindo-os de azul. Na imagem do centro é mostrada a aurora austral no polo sul magnético de Saturno, fotografada pelo telescópio Hubble em 28 de Janeiro de 2004. Abaixo, aurora magnética em Urano, captada pela NICMOS (astronomia infravermelha) do Hubble, em 1998.

POR QUE O SOL É A VIDA

"Os chineses denominam Yang a energia positiva e atribuem sua origem ao Sol e as estrelas, a energia negativa denominam Yin, e atribuem sua origem à Terra". - (Soulié de Morant, cônsul francês em Xangai, 1919).

O Sol envia à nossa atmosfera radiações ultravioletas e ventos solares constituídos por partículas eletricamente carregadas (prótons, elétrons, hélio e outros íons) que atingem velocidades de 400 a 500 km por segundo. A interação do homem com o Sol vem do alvorecer de nossa espécie e moldou extremamente nossa evolução. Existe uma relação cientificamente comprovada entre a luz solar que penetra o nervo óptico e as secreções químicas do cérebro. Os fatores chave nesse processo são os raios ultravioleta A (UVA) e a retina, cujas células epiteliais se tornam altamente neuroativas na presença de radiação ultravioleta, transmitindo a radiação através do nervo óptico como um poderoso impulso nervoso diretamente às glândulas pituitária e pineal, que por sua vez, secretam uma série de substâncias químicas. Isso é chamado de "sistema ocular-endócrino” que tem dado lugar a um ramo científico chamado fotobiologia.

Daí se presume que a quantidade e a qualidade de luz que atinge os olhos e a pele são tão importantes quanto as características do ar que está sendo respirado, a água que você bebe, o alimento que você come e das substâncias químicas dos quais estamos expostos. Assim como o homem não pode esperar manter uma saúde excelente comendo alimentos desnaturalizado e despojados de seus nutrientes, ou respirando ar poluído, tampouco pode sustentar-se à base de luz desprovida de seus "nutrientes" ultravioletas.

É difícil encontrar uma tradição ancestral que não reproduz, de alguma forma, o culto ao Sol como fonte de vida, saúde e energia. Os rituais de morte e ressurreição do Sol Invicto têm passado a praticamente todas as religiões e têm marcado o imaginário coletivo de civilizações inteiras. Agora sabemos que as radiações e os ventos solares, literalmente regem a maior parte dos fenômenos de nosso planeta, desde terremotos e a climatologia, até o comportamento, mutações genéticas, a aparições de novas raças, espécies e formas de vida.

No Paleolítico, as raças humanas nórdicas tiveram menos exposição ao Sol devido à sua necessidade de serem protegidas pelo frio, de modo que compensaram pela redução drástica da pigmentação da pele e dos olhos para permitir a entrada dos benéficos raios cósmicos no seu corpo e seu cérebro. Graças a isso e à sua dieta rica em gorduras animais saturadas, nossos antepassados não só foram capazes de continuar sintetizando com sucesso a vitamina D necessária para sobreviver aos rigores do último máximo glacial, mas também para construir corpos maiores e esqueletos mais sólidos (Neandertal e Cro-Magnon) de todo o registro fóssil humano.

Quando, como resultado das mudanças na atividade solar, a mudança climática ocorreu há cerca de 12.000 anos, houve enormes perturbações metabólicas no corpo humano, não só devido ao calor, mas também à agricultura, que teve um impacto catastrófico sobre os hábitos alimentares humanos. A síntese de vitamina D despencou devido à substituição de gorduras saturadas de animais por carboidratos complexos, e essa deficiência de vitamina D não foi compensada pelo aumento da exposição do corpo ao Sol. Começou a degeneração, lenta mas inexorável, da qualidade biológica humana nas sociedades civilizadas.

Com o surgimento da civilização industrial, o problema do contato com a luz solar foi agravado. A densa camada de poluição que agora circunda o planeta reduziu a intensidade solar, tendendo a eliminar especificamente a banda ultravioleta do espectro. No observatório de Mount Wilson (Califórnia), os astrônomos viram uma redução de 10% na intensidade média da luz durante a segunda metade do século XX e uma espetacular redução de 26% na chegada da radiação ultravioleta. No entanto, como a quantidade de UVA devido à camada de lixo atmosférico tem diminuído, a deterioração da camada de ozônio aumentou a quantidade de raios UVB, prejudiciais à vida. Este transtorno na composição da radiação solar tem tido consequências imediatas na biosfera, por exemplo na agricultura, reduzindo as colheitas e a resistência das plantas às pragas, a ponto de muitos agricultores chegarem a cobrir o solo de seus cultivos com papel de alumínio, a fim de aumentar a radiação. Porém, se a decadência da luz solar tem produzido estes efeitos na agricultura, deveríamos questionar seriamente que efeitos estariam exercendo sobre o sistema óculo-endócrino humano, e o que poderia ser feito para lutar contra eles.

Infelizmente, o problema da deficiência de luz ultravioleta não se limita à poluição do ar ou ao costume de abrigar-se demais devido a hábitos sedentários, má alimentação e um metabolismo deprimido. As janelas de vidro, para-brisas de automóveis, os óculos (transparentes ou escuros) e lentes de contato, eliminam grande parte da radiação ultravioleta do espectro solar. Da mesma forma, a iluminação artificial que usamos em nossas casas, locais de trabalho, hospitais, centros educacionais etc., carece totalmente de bandas ultravioletas. As pessoas geralmente passam a maior parte do tempo em ambientes fechados, entre vidros e paredes, e quando saem nas ruas, muitas vezes é com óculos de sol. O lazer deixou de consistir em atividades desportivas ou passeios ao campo, e foi substituído por compras, televisão, videojogos e reuniões em lugares fechados e isolados da atmosfera e da Terra. O sistema de vida atual está, portanto, sujeitando-nos a um regime de exposição à luz totalmente removido do que o nosso corpo realmente precisa para ser saudável.

Imagem do Sol no espectro ultravioleta.

Os soviéticos estavam muito avançados no estudo da fotobiologia e da helioterapia (utilização do Sol para fins de cura. Atualmente existem práticas semelhantes, como Sun Gazing ou o Yoga Solar). Em 1967, em uma reunião do Comitê Internacional de Iluminação em Washington, três cientistas russos apresentaram os resultados de suas pesquisas:

"Se a pele humana não é exposta à radiações solares (direta ou dispersas) por longos períodos de tempo, há alterações no equilíbrio fisiológico do organismo humano. Os resultados são distúrbios funcionais do sistema nervoso e deficiência de vitamina D, com um enfraquecimento das defesas do corpo e um agravamento de doenças crônicas".

O dr. Michael Gitlin (Instituto Neuropsiquiátrico da Universidade de Califórnia) comprovou que quando faltava luz solar, o cérebro começava a secretar melatonina, uma hormona que em condições normais normalmente é reservada para horas de pouca luz, e produz sonolência, letargia, apatia e depressão ("melancolia invernal"). 70% de seus pacientes responderam positivamente a um tratamento de luz artificial de espectro total (incluindo ultravioleta). Com a luz solar os resultados teriam sido, sem dúvida, ainda melhores. Também se experimentou em alguns institutos a instalação de luzes de espectro total fornecia resultados imediatos, como diminuição de dores de cabeça, tonturas, fadiga, irritabilidade, depressão e até mesmo melhores resultados acadêmicos.

Imagens do Sol capturadas em diferentes comprimentos de onda. Os tipos de radiação estão dispostos em sentido horário, começando pela imagem superior esquerda estão: radio, micro-ondas (o ponto negro é Vênus) raios X e infravermelhos. O Sol envia radiações de todo o espectro eletromagnético. Do mesmo modo que o útero da mulher exerce um trabalho seletivo sobre o sêmen do homem, a magnetosfera e atmosfera terrestres também "filtram" a luz e o vento solar de seus elementos perniciosos para a vida (raios gama, raios X, raios ultravioleta C e B, micro-ondas).

O CAMPO ELETROMAGNÉTICO DOS SERES VIVOS

"Uma vez que nossos corpos são feitos de material condutor e estão dentro do campo magnético da Terra, é lógico supor que nossos corpos são como ímãs. Um ímã tem dois polos que devem estar localizados na linha central do ímã, a partir da qual pode ser facilmente deduzido que os polos do nosso corpo devem estar em algum lugar na cabeça e na base do abdômen". - (Dr. Yang Jwing-Min, "The root of chinese Chi-Kung").

A ciência só confirmou o que as mais avançadas tradições sempre souberam: que nos seres vivos existe uma força vital invisível que se manifesta em todo um sistema bioeletromagnético. Os chineses chamam Qi ou Chi a essa força, os japoneses de Ki, os coreanos de Gi, os egípcios de Ka, os hindus de Prana, os polinésios de Mana, Aristóteles de "éter", os maniqueístas de "luz" e os judeus-cabalistas de "luz astral". Os pitagóricos gregos falaram de uma energia que permeia tudo, os hipnotizadores Van Helmont e Franz A. Mesmer reconheceram o "magnetismo animal", o dr. Reichenbach falou sobre uma "força ódica", Wilhelm Reich de "energia orgônica", Von Liebenfels de "eléktron dos deuses", os nazistas de "vril" e os cientistas soviéticos de "energia bioplámastica". A lista é extensa, evidenciando que a bioenergia (como eu sou a favor de chamá-la) é uma noção universal perfeitamente explicável pela ciência, não um delírio de quatro místicos isolados. Na Índia e na China, a arte de absorver a energia da atmosfera através de exercícios respiratórios (Pranayama e Chi kung) é considerado uma ciência, em contrapartida, não existe nenhuma disciplina comparável atualmente no Ocidente.

Como o planeta, o corpo humano tem um campo eletromagnético e, portanto, requer dois polos magnéticos para ter equilíbrio. Nosso polo positivo está no centro do cérebro, na altura das sobrancelhas (plexo cavernoso) e nosso polo negativo, no centro da barriga inferior (plexo prostático ou uterino), coincidindo com o centro de gravidade do nosso corpo. Ambos os "polos" coincidem com as zonas anatômicas de estrutura labiríntica e um enorme gasto metabólico. De fato, no artigo sobre a revolução carnívora vimos como o cérebro só pôde crescer e se desenvolver quando diminuímos o gasto metabólico do sistema digestivo graças ao consumo de carne cozida. Ambos os sistemas, portanto, fazem parte de um equilíbrio metabólico e magnético, e determinam o equilíbrio de nossa saúde.

O campo eletromagnético humano como uma bateria com seus dois polos. A antropologia evolutiva demonstrar que, no corpo humano, o desenvolvimento do "labirinto superior" (o cérebro) foi realizado reduzindo o gasto metabólico e simplificando a estrutura do "labirinto inferior" (os intestinos) graças à revolução carnívora e outros efeitos evolutivos do frio.

O campo eletromagnético mais forte do corpo humano é o coração, um órgão que, em várias tradições, recebeu uma enorme importância como centro do ser do indivíduo. Determinou-se que o coração emite um campo que é 100 vezes mais poderoso do que os elétricos e 5.000 vezes mais poderoso que o magnético, que o campo eletromagnético do cérebro. Este campo cardíaco está em interação contínua com o cérebro e é acoplado a (além de influenciar) os vários biorritmos, batidas, estados de ânimo etc., tanto nossos como das pessoas que nos rodeiam.

Campo eletromagnético do coração. O coração torna-se o intermediário que reconcilia os poderes do cérebro e do baixo ventre.

Muitos animais fazem uso extensivo de magnetismo e/ou eletricidade. Por exemplo, pombos mensageiros são orientados ajustando os cristais de magnetita de seu córtex cerebral ao campo magnético da Terra. Graças a isso, eles são capazes de encontrar o seu caminho através do nevoeiro ou em noites escuras, sem absolutamente nenhum ponto de referência visual. No entanto, quando pequenas barras de imã são postas em sua cabeça, perdem sua capacidade magnética, e seu sentido de orientação é anulado. As partículas superparamagnéticas menores foram encontradas também nas vilosidades do abdômen das abelhas, e acredita-se que são responsáveis ​​de sua habilidade de encontrar suas fontes de alimentação mesmo nos dias de névoa densa. Os tubarões, raias e outros animais marinhos, possuem as chamadas ampolas de Lorenzini, órgãos sensoriais com os quais os campos magnéticos são detectados. Na verdade, os mergulhadores e surfistas costumam usar dispositivos eletromagnéticos para atordoar esses órgãos e evitar ataques violentos. As enguias elétricas, capazes de produzir descargas de até 600 volts, são outro bom exemplo de bioeletricidade. É conhecida a suscetibilidade dos animais em geral, que muitas vezes antecipam-se instintivamente de certas catástrofes naturais como terremotos, inundações ou erupções vulcânicas, relacionadas com a atividade do subsolo ― que por sua vez é influenciada pelos metais do núcleo Terra, magma, magnetosfera e atividade solar. Os bebês, que nascem em grande parte intactos dos estragos da vida civilizada e que têm um crânio mais fino, assim como muitas crianças, também tendem a manter uma alta sensibilidade magnética. Isso geralmente dura até que os ossos são fortalecidos, as suturas cranianas são soldadas, o sistema endócrino vá mudando e a vida moderna vá erodindo o organismo em todos os níveis.

Hoje sabemos que o ser humano tem um órgão sensorial bioeletromagnético comparável, que está relacionado a duas importantes glândulas do centro do cérebro (hipófise e pineal) e que, antes do advento da sociedade tecnológica, os humanos tinham, certamente mais do que os animais, certas faculdades relacionadas a isso. O britânico dr. Richard Baker descobriu que há uma massa de cristais de magnetita ligeiramente acima e abaixo da passagem nasal, justo na frente da glândula pituitária. Isso foi definitivamente corroborado em 1992 por Joe L. Kirschvink em seu estudo "Magnetite biomineralization in the human brain". No entanto, esse fato já era bem conhecido na prática há muito tempo. No Oriente, onde floresceram as tradições (hinduísmo, taoismo, budismo etc.) que melhor conhecem o corpo humano, esta área era chamada de “campo do elixir superior”, “olho celestial”, “saber” (ajna), “pérola da sabedoria”, urna, “olho de Shiva”, “olho de fogo da percepção transcendental”, “ponto brilhante,” e muitos outros apelidos de conotações claramente metafísicas. Considerava-se que aqui residia um importante centro de energia que, quando ativado, proporcionava ao adepto mais percepções do que os cinco sentidos convencionais. Por sua parte, os hipnotizadores intuíram desde sua origem que acima do nariz há um poderoso campo magnético, e sempre têm dirigido até ele sua atenção e concentração.

A glândula pineal produz neurohormônios como a melatonina e a serotonina, duas substâncias que praticamente regem nosso humor influenciando nossas funções vitais (apetite, sono-vigília, libido etc.). Sabe-se que a pineal é altamente sensível até mesmo às menores oscilações do campo magnético da Terra, e que estas influenciam suas secreções. Portanto, não há razão para não pensar que é igualmente sensível aos campos eletromagnéticos astrais e aos novos campos artificiais ― muitos dos quais são infinitamente mais poderosos do que os naturais.

As correntes diretas que circulam através do cérebro humano e do sistema nervoso, graças à atividade cerebral, também causam um campo magnético: se trata da aura representada em torno da cabeças dos deuses, santos e anjos, tanto no Ocidente como no Oriente. Existem seres particularmente perceptivos (como crianças, muitos animais e pessoas que cultivaram essa faculdade ou que a conservaram) aos campos magnéticos; alguns, todavia, chegam a vê-los a olho nu.


Como a Terra, o corpo humano é atravessado por uma infinidade de canais de energia que não necessariamente coincidem com os nervos ou vasos sanguíneos. As correntes elétricas naturais do corpo são tão bem conhecidas que são utilizadas em eletrocardiogramas, encefalogramas, detectores de mentiras que medem o potencial elétrico da pele etc., e sabe-se que um choque elétrico cronometrado pode resolver uma parada cardíaca. Sabemos também (dr. Dimier e dr. E. Biancini) que em pessoas de boa saúde, a carga elétrica é em torno de uma média de 8 microampéres, e em pessoas fadigadas, 1 ou 2, enquanto, por outro lado, pessoas sobrexcitadas ou hiperativas se encontram em um estado de "curto-circuito", a 15 microampéres. Todo o sistema nervoso se torna uma árvore bioelétrica que rege nosso organismo de seu "quartel general" cerebral. A acupuntura chinesa conhece estes canais (chamados "meridianos"), uma boa parte do qual termina nas solas dos pés e nas palmas das mãos, e estão difundindo esse conhecimento com a ciência ocidental para produzir a eletroacupuntura, um método eficaz de terapia para lesões e outros males. O Hospital Geral dos Veteranos de Taipei (Taiwan) realizou com êxito o diagnóstico precoce (antes da manifestação sintomática) de doenças com até 80% de sucesso, sem utilizar nenhum dos métodos (exames de sangue, raios X, estetoscópios etc.) associados a medicina ocidental, totalmente baseada em uma perspectiva química e mecanicista (para não mencionar econômica) do homem, e ignorante em vez do corpo físico, ou biofísica. Na Coréia do Sul, China, Taiwan e Japão, os métodos que combinam o tradicional e o moderno, estão à ordem do dia, e seus especialistas são muito bem sucedidos quando se mudam para o Ocidente.

Se o corpo humano é como um circuito cercado por correntes elétrica, ¿onde e como a energia absorvida da atmosfera é armazenada através da respiração, olhos e pele? Como uma bateria, a bioenergia é armazenada nos eletrólitos de fluidos vitais, associado à barriga inferior, o nosso "polo sul" negativo. Os eletrólitos (condutores elétricos em que a corrente é transportada por íons, em vez de elétrons) são armazenados nesses fluidos até que eles são libertados em forma de impulsos nervosos, à instância do cérebro. Isto explica a importância que as religiões orientais dão ao cultivo e conservação da "essência" do corpo, especialmente do sêmen.

A serpente do céu. O raio é a manifestação mais óbvia e pontual da interação eletromagnética natural entre a Terra e o céu. Também ocorre quando erupções vulcânicas ou incêndios florestais liberam grandes quantidades de partículas ionizadas no ar. Os povos indo-europeus relacionaram-no com deuses masculinos da atmosfera, como Zeus, Júpiter, Thor, Perun ou Indra. Alguns consideram que as primeiras formas de vida surgiram quando um raio atingiu o mar, ionizando a água, transmitindo energia e separando o ácido do alcalino.

AS INVESTIGAÇÕES DE CARL REICHENBACH E WILHELM REICH

Em meados do século XIX, o barão alemão dr. Karl Ludwig von Reichenbach dedicou três décadas à investigação dos campos magnéticos. Von Reichenbach, um verdadeiro superdotado e gênio de sua época, respeitado químico, geólogo, metalúrgico, naturalista, filósofo e membro da Academia Prussiana de Ciências, descobriu vários produtos químicos derivados do alcatrão e economicamente importantes, contribuindo grandemente para a indústria química de seu país, que tanto influenciou no impressionante boom alemão. No entanto, suas contribuições mais notáveis vieram do seu interesse em aprofundar uma teoria de Galileu, segundo a qual a Terra estava magneticamente ligada a uma força central universal no espaço exterior. Reichenbach, um metalúrgico experiente, considerava que isso devia-se ao ferro do núcleo da terra.

Em 1839, aposentou-se do mundo industrial e começou uma investigação das patologias do sistema nervoso humano, concluindo que estavam em boa medida influenciadas pela Lua. Influenciado pelo trabalho de Mesmer, ele postulou que o sistema nervoso humano era suscetível a ambientes magnéticos, mas sua pesquisa eventualmente levou-o muito mais longe. Em cada ímã ele detectou, após o tempo escuro para sensibilizar os olhos, um brilho vermelho no seu polo sul ou negativo e um brilho azul em seu polo norte ou positivo, e acabou dando a existência de uma força universal que fluía entre estes dois polos, que permeiam todo ser vivo e se manifestava como uma combinação de eletricidade, magnetismo, calor e finalmente luz. A essa energia ele chamou de "força ódica" ou Od (curiosamente, esse é o nome dado pelos antigos escandinavos à energia que inspirava os bersekers ou guerreiros possuídos). Von Reichenbach explicou detalhadamente sua teoria em um longo artigo intitulado "Investigações sobre magnetismo, eletricidade, calor e luz em relação às forças vitais", que apareceu em um número especial de uma prestigiada revista científica, "Annalen der Chemie und Physik". Entre outras coisas, ele disse que o Od tinha um fluxo negativo e positivo, um lado escuro e outro luminoso, e que os indivíduos poderiam emaná-lo voluntariamente das mãos, boca e testa.

Outro caso que confirmou a mesma ideia, provém do século seguinte, pela mão de um judeu austríaco (embora não fosse educado no judaísmo e ele próprio não se considerasse judeu), o dr. Wilhelm Reich. Assim como Freud e Carl G. Jung no início, Reich pertencia ao círculo da psicanálise freudiana em Viena. Ele acabaria rompendo o círculo, mas nunca se livraria de sua obsessão freudiana com a sexualidade como a causa subjacente de todos os distúrbios psicológicos. Depois de flertar com o marxismo, e depois de ser rejeitado pelos freudianos, também seria rejeitado pelos nazistas. As teorias extravagantes de Reich (que em sua ânsia de "disparar a energia sexual" considerava que todos estavam "sexualmente reprimidos" e defendia coisas como a sexualidade adolescente, a disseminação de contraceptivos, a emancipação das mulheres e o aborto) não se encaixavam na sociedade nazista, que defendia a família a todo custo e que atacou seu artigo "A luta sexual da juventude". Em Oslo, ele também seria rejeitado, e nos EUA foi condenado a dois anos de prisão. Várias toneladas de suas publicações foram queimadas por ordem da FDA (poderoso organismo que domina a indústria de alimentos e saúde) em 1956, em um ato de censura sem precedentes, talvez o mais notável de toda a história americana.

Reich afirmava ter descoberto o "orgônio", uma força que ele descreveu como onipresente, azul, e responsável pelo clima, gravidade, formação das galáxias e a expressão biológica das emoções e sexualidade, especialmente durante o orgasmo. De acordo com sua teoria, apresentada em "A biopatia do câncer", o corpo humano recebia o orgônio do Sol e da atmosfera. Sua invenção de acumuladores de orgônio atmosférico em 1940 e suas declarações de ser capaz de curar o cancro com eles, supostamente foram a causa de que a indústria sanitária americana o censurasse. Reich morreria na prisão em 1957, poucos dias antes de pedir liberdade condicional.

O EFEITO KIRLIAN

A fotografia de Kirlian ganhou esse nome por conta de um casal de russos, Semyon Davidovich Kirlian e sua esposa Valentina, que a inventaram acidentalmente em 1939, enquanto experimentavam no laboratório Hospital de Alma-Ata (Cazaquistão) com campos eletromagnéticos de alta voltagem. De forma parecida com o dr. William Kilner em 1911, descobriram que aplicando um campo eletromagnético entre o objetivo a ser fotografado e o papel fotossensível, era capturada uma espécie de aura de energia. O regime soviético (que apesar de seu materialismo científico sempre atribuiu importância a assuntos "paranormais", remédios tradicionais e cura de doenças por jejuns e dietas) interessou-se nesta descoberta e financiou as pesquisas do casal.

Durante a década 1960, juntamente com o dr. Inyushin (Universidade do Cazaquistão) e o dr. Grishchenko (Universidade de Moscou), o casal Kirlian ajudou a moldar a teoria de uma substância biológica sutil que os soviéticos chamaram em 1967 de "energia bioplásmica", bioplasmática, plasma biológico ou plasma cósmico. Eles chegaram à conclusão de que esse "halo" de energia era uma espécie de fluxo movente e radiante composto de elétrons, prótons e íons livres, podendo ser considerado um "quinto estado da matéria" (acima do sólido, do líquido, do gasoso e do plasma) dentro do qual o equilíbrio entre partículas de carga positivas e negativas é relativamente estável. Quando o equilíbrio é perturbado, tanto as doenças psicológicas como físicas aparecem.

Esquerda: cogumelo orgânico. Direita: cogumelo transgênico. A efluviografia de Kirlian não é uma brincadeira pseudocientífica ou um fenômeno paranormal, mas um sistema eletrográfico comprovadamente real, capaz de traduzir o que é conhecido na física como efeito corona (também chamado de descarga corona) de objetos vivos e inanimados. Acima, o contraste entre a "aura" de um cogumelo cultivado por métodos orgânicos e um cultivado por métodos comerciais de produção em massa. As raízes são visíveis, mesmo que tenham sido arrancadas, o mesmo é verdade para os membros humanos mutilados: a aura da perna, do dedo ou da mão, permanece após sua amputação. A pesquisa está atualmente na responsabilidade do dr. Konstantin Korotkov da Universidade de São Petersburgo.

Que o método Kirlian "funciona" é algo aceite. Onde há controvérsia está na natureza do campo energético fotografado, bem como nas várias aplicações que essa fotografia poderia ter. Seus defensores dizem que ele pode ser usado para conhecer o humor de uma pessoa, para diagnosticar e até mesmo antecipar doenças, saber se mente e outros. Os julgamentos precisos de pessoas com sensibilidade "psíquica" supostamente vêm dada pela sua capacidade de ver a aura humana e, portanto, para compreender diretamente a essência de um indivíduo, uma vez que é fácil de atuar, fingir e mentir, mas o nosso campo eletromagnético é infalsificável.

A pesquisa sobre este assunto é atualmente realizada pelo físico dr. Konstantin G. Korotkov da Universidade de São Petersburgo. Korotkov tem patentes de 12 invenções do campo da biofísica, publicou mais de 70 estudos em grandes publicações científicas, suas palestras o levaram a 24 países e também é um alpinista experiente com duas décadas de prática. Korotkov aperfeiçoou a técnica de Kirlian com sua invenção, GDV (Gaz Discharge Visualizations), outra câmara de bioeletrografia com a qual é possível analisar e monitorar muito detalhadamente os campos eletromagnéticos vivos para conhecer a saúde dos órgãos, as características psicológicas de um indivíduo, o estado de ânimo e outros fatores. Na Federação Russa esta técnica é totalmente aceita pelo Ministério da Saúde, e o GDV foi catalogado como um instrumento médico. No mundo mais ocidental, no entanto, a cura está nas mãos de poderosas megacorporações privadas para as quais as doenças são um enorme negócio, de modo que uma população saudável poderia arruiná-las. Embora as palestras sejam feitas e comecem a introduzir timidamente este novo ramo científico, o progresso no Ocidente é mais lento e continuará a ser assim até que o sistema econômico obsoleto, cleptocrático, usureiro e supra-estatal seja alterado.

O NEANDERTAL E O CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA

O geofísico Jean Pierre Valet fala sobre a possível relação entre o desaparecimento do Neandertal com um fenômeno que afeta o campo magnético da Terra:  

Propusemos muitos cenários para explicar o desaparecimento dos neandertais e nenhum deles é muito convincente no momento. Há uma coisa que ninguém notou e é que no momento do desaparecimento do Neandertal que ocorreu mais ou menos entre 40.000 ou 35.000 anos antes de nossa era, o campo magnético da Terra tinha uma característica muito peculiar, sua intensidade era muito fraca e sua direção evoluiu consideravelmente. Vou explicar um pouco do que se trata. Quando se segura uma bússola atualmente, ela apontará para o polo norte magnético, que está muito perto do polo norte geográfico, mas 40 mil anos atrás o polo norte magnético estava perto do polo sul geográfico. Havia o que chamamos de inversão. É provavelmente o que aconteceu durante o "evento Laschamp", que é quando cerca de 35 mil anos atrás o campo magnético tornou-se muito fraco e resultou em uma inversão.

Estes fenômenos ocorrem com frequência ao longo da história da Terra, a última inversão ocorreu 780.000 anos atrás, mas também há eventos muito mais rápidos durante os quais o campo é desestabilizado por um curto período e, em seguida, retorna à polaridade inicial. Isso é exatamente o que aconteceu há 40 mil anos atrás. Durante este período o campo enfraqueceu e permitiu a entrada da radiação cósmica já que a proteção magnética do planeta estava alterada. Por causa disto, muitas partículas provenientes do espaço alcançam as camadas mais baixas da atmosfera e desencadeiam uma avalanche de reações químicas muito concentradas que atacam a camada de ozônio destruindo-a parcialmente, especialmente na área próxima aos polos. Agora nós temos somente dois polos magnéticos mas durante o evento Laschamp sabemos que poderia ter muito mais. Devido a essa multipolaridade, os ataques à camada de ozônio foram mais significativos.

A camada de ozônio nos protege dos raios ultravioleta, especialmente B (UV-B), que são prejudiciais à pele, e quando a camada de ozônio é afetada penetram mais raios ultravioleta. Atualmente observamos isso no sul do Chile. Na cidade de Punta Arenas, onde foram realizados numerosos experimentos, vimos um aumento alarmante no câncer de pele e no número de melanomas malignos.

O homem de Neandertal tinha uma morfologia que não estava tão distante da nossa e ao contrário do que pensávamos por muito tempo não estava coberto de pelos. Tem-se demonstrado mediante análises genéticas que os indivíduos eram de pele clara e potencialmente com olhos azuis ou claros. O Neandertal era um caçador e precisava de faculdades visuais muito importantes para melhor direcionar suas presas e caçar adequadamente.

Sabemos que na Europa havia um buraco na camada de ozônio entre os anos 35 mil e 40 mil graças aos dados obtidos a partir de cálculos e análises sobre rochas da área, em particular as rochas vulcânicas nas quais minúsculas partículas magnéticas acumulam-se depois de que a lava esfria sobre elas.

Não sabemos se houve mais extinções em outros lugares, calculamos que seja qual for o campo magnético, bipolar ou multipolar, a diminuição da camada de ozônio será em altas latitudes, entre 45 e 90 graus norte ou sul.

O homem de Neandertal começou a desaparecer cerca de 40 mil anos atrás, sua população diminuiu e nós supomos que havia reagrupamentos no sul da Espanha, nos arredores de Gibraltar e eles teriam desaparecido 32 mil anos atrás. Suponhamos que o desaparecimento tenha sido feito em duas etapas, primeiro na Europa Ocidental e finalmente em Gibraltar. O campo magnético tinha essas características especiais durante todos esses anos.

Cremos que o homem moderno conviveu com o Neandertal nas mesmas áreas geográficas que esse, mas foi mais resistente ao campo magnético e nem toda a população foi afetada.

Não foi possível encontrar uma correlação direta entre o desaparecimento dos insetos e a inversão do campo magnético. Dito isto, há extinções em massa que ocorrem em datas próximas, a dúvida ainda segue em curso e muitos pesquisadores estão estudando esse problema.

Quanto aos hominídeos, eles se encontravam principalmente na África, em uma latitude muito baixa e os grandes primatas não foram afetados uma vez que eles estava cobertos de pelos.

SEGUNDA PARTE ― ELETROSMOG, OU O NASCIMENTO DA CONTAMINAÇÃO ELETROMAGNÉTICA

"Pela primeira vez em nossa história evolutiva, geramos um ambiente completamente secundário, virtual, densamente complexo ― uma sopa eletromagnética ― que essencialmente se sobrepõe ao sistema nervoso humano". - (Dr. Michael Persinger, neurocientista da Universidade Laurentiana, que estudou os efeitos dos campos eletromagnéticos em células cancerosas.)

Depois de ver na primeira parte deste artigo como o sistema bioelétrico humano precisa das influências da Terra e da atmosfera para ser saudável, nesta segunda parte vamos ver um exemplo perfeito dos horrores que são desencadeados quando o homem deixa de ser o centro do mundo e de sua própria obra, abrindo a caixa de Pandora e conferindo o protagonismo à matéria inerte e ao benefício econômico. Atualmente tendemos a pensar que fazemos tudo bem, que há um progresso linear e indefinido e que estamos "civilizados", quando a verdade é que o corpo humano nunca foi tratado com a selvageria e o desprezo com que é agora. Possivelmente, para um caçador-coletor do Paleolítico, seríamos nós os bárbaros, que atacam a biologia humana sem parar, dilapidando a herança genética de milênios e destruindo os recursos finitos do planeta, enquanto nos consideramos o ápice da evolução.

Antes de Thomas Edison e Nikola Tesla descobrirem como utilizar a eletricidade, os únicos campos eletromagnéticos nos quais o homem estava exposto eram:

• O campo geomagnético da Terra, com uma força de 0,5 miligauss e frequências entre 1 e 30 hertz (ciclos) por segundo (varia por área e horário). A maior potência e amplitude do campo ocorre entre 7 e 10 Hz. Curiosamente, as ondas cerebrais também variam de 1 a 30 Hz, e as de 10 Hz são chamadas ondas alfa, típicas de boa saúde.

• As radiações eletromagnéticas naturais e campos gravitacionais do Sol, de outros corpos astrais e do espaço exterior.

• Os campos eletromagnéticos naturais de outros seres humanos, animais, plantas, minerais, ventos e condições atmosféricas, que são basicamente um produto da interação entre a Terra e o espaço.

Durante milhões de anos, o cérebro, corpo e o código genético de nossos antepassados evoluíram em plena harmonia com o campo geomagnético da Terra, do céu e outras fontes naturais menores. No entanto, desde que a industrialização favoreceu a construção e o uso de aparelhos elétricos, estamos cada vez mais expostos a campos eletromagnéticos artificiais. Tais campos são cada vez mais potentes e extremamente prejudiciais, uma vez que funcionam em potências e frequências artificiais às quais a nossa biologia não é de modo algum adaptada.

O fato de não podermos ver os raios infravermelhos e ultravioletas a olho nu não significa que eles não existam ou que não nos afetem. Como vimos na primeira parte, as glândulas pituitária e pineal são sensíveis a essas oscilações. Atualmente o espaço aéreo de todo o planeta está totalmente infestado de ondas eletromagnéticas de todo tipo: rádio, telecomunicações, sinais de satélite, micro-ondas, radares etc. Temos criado uma diabólica rede de milhões e milhões de campos eletromagnéticos cujas frequências e potências não existem na Natureza, que atravessam o ar e que anulam o suave pulso natural do campo terrestre.


Antes de desbravarmos completamente o tema, veremos como o espectro eletromagnético é divido.

TIPOS DE RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS

A potência de um campo magnético (a chamada "densidade de fluxo magnético" ou "indução magnética") é medida por gauss (G) e milligauss (mG), em homenagem ao gênio alemão Karl F. Gauss. Para ter uma ideia, o campo geomagnético da Terra é cerca de 0,5 milligauss. As áreas urbanas são cerca de 3 mG, e o campo de um barbeador elétrico pode chegar a 400 mG (!)

A frequência de uma radiação eletromagnética refere-se ao "pulso" da vibração, ou seja, seu comprimento de onda. "Baixa frequência" significa que a onda é longa, o sinal é "lento" e a radiação é mais intensa quanto mais baixa a temperatura do objeto afetado. "Alta frequência" significa que a onda é curta, que o sinal é "rápido" e que a radiação é mais intensa quanto maior a temperatura do objeto afetado. A frequência é medida em hertz (Hz, em homenagem ao físico alemão Heinrich Hertz), megahertz (MHz, um milhão), gigahertz (GHz, um bilhão), ou terahertz (THz, um trilhão) de "ciclos" ou repetições do sinal por segundo. Um hertz significaria uma "vibração" ou oscilação por segundo. O campo geomagnético da Terra varia entre 1 e 30 Hz, e o do ser humano saudável, entre 7 e 10 como vimos antes.

Dada a frequência, o espectro eletromagnético é dividido em bandas ou "setores", cada um com certas características. Em seguida, veremos as diferentes bandas, de menor a maior frequência.

Ver aqui as bandas do espectro eletromagnético.

• ELF (Extremely low frequency, ou frequência extremamente baixa). De 0 e 30 Hz. Comprimentos de onda de mais de dez mil km. Considerada frequência de "sub-rádio". Torres e cabos elétricos, cabos domésticos, computadores e outros. Podem causar correntes elétricas para percorrer o corpo. Alguns programas militares usam essa frequência para manipular a ionosfera, encontrar hidrocarbonetos, depósitos de armas, instalações subterrâneas inimigas e similares. Um dos principais problemas levantados pelas ELFs é que suas frequências incluem aquelas a que o cérebro humano e a Terra funcionam. Isto explica por qual motivo a presença de instalações de ELF está relacionada a uma série de doenças cerebrais, como a leucemia (especialmente infantil), demência, dores de cabeça, interrupções do sono, tontura ou Alzheimer, bem como armas baseadas em radiações EMF, capazes de manipular o comportamento humano e a crosta terrestre até certo ponto.

Dispositivo de ELF do programa HAARP.

• ONDAS DE RÁDIO. De 30 Hz e 300 MHz. Comprimentos de onda entre 10.000 km e um metro. Muito usado pela civilização moderna em transmissões de radiofonia, televisão, telefones e outras comunicações sem fio, antenas, navegações e por aí. Abaixo está uma tabela com várias frequências eletromagnéticas, algumas das quais soarão a qualquer um que as tenha visto em aparelhos elétricos. A exposição a essas ondas está associada ao "mal de rádio", a Síndrome de Hipersensibilidade Elétrica (EHS) e distúrbios nas interações celulares do corpo.

Ver aqui as frequências mais utilizadas pela tecnologia moderna.

• MICRO-ONDAS. De 300 MHz e 300 GHz. Comprimentos de onda entre 1 metro e 1 milímetro. As micro-ondas estão incluídas nas bandas de frequência de rádio mais altas (UHF, SHF, EHF). Elas são utilizadas na televisão (para transmitir sinais de um local remoto para uma emissora), televisão por cabo, dispositivos LAN (Bluetooth, Wi-Fi), Internet via cabo coaxial, telefones móveis, satélites, torres de comunicações, radares (incluindo os tráfego), fornos. A exposição a micro-ondas está associada ao cancro de cérebro, demência, Alzheimer e ataques cardíacos.

RAIOS T. Também chamadas ondas terahertz, radiação submilimétrica ou simplesmente "micro-ondas de alta frequência". De 300 e 3000 GHz. Compartilha com as micro-ondas a capacidade de penetrar uma variedade de materiais não condutores, incluindo o papel, roupas, papelão, madeira, pedras, plásticos, cerâmica, nevoeiro e nuvens. No entanto, não é capaz de atravessar metais ou água. As únicas fontes de raios T são geralmente alguns tipos de laser, girotron e outros dispositivos artificiais.

• RAIOS INFRAVERMELHOS. De 1 a 430 THz. A frequência do infravermelho se encontra acima das ondas de radio e, como o nome indica, logo abaixo do vermelho, que é a frequência eletromagnética mais baixa do espectro visível. Os infravermelhos são os que transmitem o calor de fontes como o Sol, fogo, radiadores, dentre outros. Sem os infravermelhos, a vida não seria possível. Ele é usado em controles remotos, bem como materiais fotográficos e de vídeos para detectar o calor. Existem alguns animais que têm sistemas biológicos receptivos de radiações infravermelhos, tais como certas víboras, pítons, jiboias, mariposas de pigmentação escura, uma variedade de besouros, morcegos-vampiros e outros. Os infravermelho têm extensas aplicações militares, tais como a aquisição de alvo, visão noturna ou rastreamento. Podem danificar a visão se a exposição for forte e concentrada.

Imagens do espectro infravermelho. Acima: um cachorro. Abaixo: a estrela Beta Pictoris.

• LUZ VISÍVEL. De 400 a 790 THz. O único campo eletromagnético visível a olho nu. A estreita faixa eletromagnética entre o infravermelho e o ultravioleta que somos capazes de perceber com os olhos e que é apenas uma pequena fração do espectro eletromagnético total. Um olho humano saudável tem sua sensibilidade máxima em cerca de 540 THz, na área verde da escala de cores, bem no meio de todo o espectro eletromagnético. As sete cores do arco-íris não contêm todas as cores visíveis ao olho humano. Por exemplo, o rosa ou o magenta são visíveis para o olho humano, mas não são representados no arco-íris, pois são cores insaturadas que são obtidas pela mistura de diferentes comprimentos de onda. O mesmo é valido para as cores neutras como o branco, preto e cinza. Assim como as diferentes frequências eletromagnéticas têm efeitos sobre o corpo humano, as diferentes cores também têm seus efeitos, uma vez que cada uma estimula a retina de uma maneira, e isso, por sua vez, envia um sinal diferente para as glândulas cerebrais. Todos sabemos que o vermelho é uma cor estimulante, que o verde ou o azul claro são cores relaxantes, ou que o violeta, a cor de maior frequência, era associada em outros tempos ao poder imperial. É chamado de cromoterapia a utilização das cores para influir nos estados de ânimo.

• RAIOS ULTRAVIOLETA. Encontram-se logo acima do espectro visível, além do violeta. De menor a maior frequência, são divididos em A, B e C. 98,7% dos ultravioletas que atingem a superfície da Terra são A (UVA), muito necessário para a vida e o equilíbrio endócrino humano, como vimos na primeira parte. A pequena porção são os raios UVB, que são perniciosos, produzem queimaduras e são filtrados principalmente pela camada de ozônio. Os UVCs diretamente são prejudiciais à vida e são filtrados pela magnetosfera e atmosfera de nosso planeta. Devido ao aumento dos detritos atmosféricos e ao esgotamento da camada de ozônio, a proporção de raios UVA está diminuindo e a de raios UVB aumentando. Existem frequências mais altas de ultravioleta, denominadas em siglas inglesas como FUV, VUV, LUV, SUV, EUV. Os raios ultravioletas em geral são considerados mutagênicos, isto é, podem causar mutações genéticas, tanto vantajosas como desvantajosas ou neutras. Alguns cientistas relacionam as condições de excentricidade da órbita da Terra, mudanças no campo geomagnético e a disposição do eixo de rotação, com variações na quantidade e de raios UV atingindo a superfície, influenciando a evolução da espécie.

• RAIOS X. De 3 × 10¹⁶ (1 seguido de 16 zeros) a 3 × 10¹⁹ Hz. Ocorrem quando alguns gases são aquecidos a milhões de graus, por reações nucleares (como no caso das estrelas) ou por uma tensão elétrica (como no caso das placas de radiografia médica). Eles são emitidos por elétrons e são capazes de penetrar a maioria dos materiais sólidos, exceto os mais densos (como o chumbo). Os raios X são considerados carcinogênicos (causam câncer) e danificam os tecidos celulares rompendo as ligações. Os pais expostos a raios X são mais propensos a ter filhos com leucemia, especialmente se a área exposta tem sido a parte da barriga inferior (baixo ventre).

Risco duplo: Raios X e radiação de telefone sem fio.

• RAIOS GAMA. Acima de 10¹⁹ Hz. Procedem de eventos cósmicos violentos e destrutivos (como as supernovas ou tempestades solares) ou reações atômicas artificiais (usinas e bombas nucleares, resíduos radioativos). Ao contrário dos raios X ― que procedem de elétrons longe do núcleo atômico ― os raios gama são emitidos pelo próprio núcleo. Dependendo do tempo de exposição e do poder da fonte, os sintomas podem variar desde alterações na composição do sangue, náuseas, perda de cabelo, hemorragia, câncer, mutações genéticas e a morte. Os efeitos a longo prazo das detonações nucleares de Hiroshima e Nagasaki dão uma ideia das consequências. Em níveis muito elevados, os raios gama originam a criação de pares de partículas e antipartículas. Embora sejam cancerígenos, os raios gama são usados ​​para tratar tumores, bem como para esterilizar material médico e até mesmo alimentos. O cientista russo Krill Zybin, do Instituto Lebedev (Moscou) associa as intensidades de radiação gama cósmica com o desenvolvimento da vida na Terra e a aceleração das mutações, daí a evolução.

PROJETOS MILITARES QUE ENVOLVEM MANIPULAÇÃO ELETROMAGNÉTICA

Em tempos de enorme progresso tecnológico como o que vivemos, uma força que domina o núcleo da Terra, os deslocamentos da crosta terrestre, clima, cérebro humano e outros., não poderia passar despercebida pelos complexos militares e industriais dos Estados mais poderosos. Tanto os EUA (HAARP) quanto a Rússia (SURA, Scalar) têm emissores de ondas eletromagnéticas que usam a ionosfera para mudar o clima de uma área ou para saltar as ondas ao solo e produzir uma série de efeitos, como a desestabilização da crosta (tanto o magma como o ferro do núcleo terrestre são materiais condutores) ou mesmo a mente dos habitantes de uma região. As possibilidades deste tipo de guerra são muito amplas: terremotos, tsunamis, secas, inundações, furacões, incêndios, atividade vulcânica, manipulação psicológica etc.

Não é ficção científica ou conspiranoia. Numa resolução de 28 de Janeiro de 1999 (A4-0005/1999), o parlamento europeu declarou que o HAARP estava manipulando o ambiente para fins militares, e solicitou que fosse avaliado pelo STOA (organismo responsável por mensurar opções científicas e tecnológicas) em termos dos seus impactos ambientais e de saúde. Na mesma resolução, apelou à proibição do desenvolvimento de armas que implicavam a manipulação de seres humanos, um sinal para o desenvolvimento de projetos de ELF, que operam na mesma frequência que o cérebro e que podem afetar claramente o comportamento humano. Em Agosto de 2002, a Duma (Parlamento russo) redigiu um comunicado de imprensa sobre o HAARP, elaborado por comitês de defesa e assuntos internacionais, e apresentado por noventa representantes ao então presidente Vladimir Putin. O relatório afirmava que as instalações do HAARP poderiam ser usadas como armas e especificou que:

"Os EUA estão criando novas armas abrangentes de caráter geofísico que podem influenciar a troposfera com ondas de rádio de baixa frequência... A importância desse salto qualitativo é comparável à transição das armas brancas para armas de fogo, ou das armas convencionais para armas nucleares. Este novo tipo de arma difere de qualquer outro tipo conhecido no qual a troposfera e os seus componentes se tornam objetos sobre os quais podem ser influenciados".

Tanto os EUA como a Rússia cruzaram mutuamente acusações de guerra climática. Houveram suspeitas de intervenção russa na seca sem precedentes na Califórnia de 1988-1992. Em Janeiro de 2010, um relatório da Frota do Norte da Rússia apontou para o programa de guerra sísmica do Pentágono como a causa pretendida do terremoto no Haiti, que Washington queria ocupar militarmente por razões geoestratégicas. O presidente venezuelano Hugo Chávez acusou claramente o governo dos EUA de usar armas sísmicas para causar o terremoto. Sete meses depois, alguns cientistas russos fizeram acusações semelhantes durante incêndios russos e inundações na China e no Paquistão. Em Novembro de 2011, o tenente-general russo Nikolai Rodionov acusou o HAARP de causar o fracasso da missão sino-russa "Phobos-Grunt", que planejava enviar uma nave para Fobos, uma das luas de Marte. A mídia russa esporadicamente denuncia os programas climáticos e de guerra sísmica do Pentágono.

Instalações do projeto HAARP em Gakona (Alasca)

Existem outros sistemas ofensivos baseados no eletromagnetismo, como o EMP (Electromagnetic pulse, ou pulso eletromagnético), capaz de destruir todos os sistemas elétricos e eletrônicos de um determinado território, enviando-o praticamente à Idade Média. A Força Aérea dos EUA desenvolveu uma arma de controle de massa chamada ADS, baseada na irradiação de micro-ondas do espectro EHF (Extremely high frequency, ou frequência extremamente alta) para excitar as moléculas de água e gordura subcutânea do corpo, que são aquecidas até que produzam dor intensa.

O Active Denial System ou "Pain Ray" (Raio da dor) foi implantado pela primeira vez no Afeganistão, no verão de 2010.


SOBRE TRANSIENTES OU ELETRICIDADE SUJA

Transientes são um tipo pouco conhecido de campos eletromagnéticos que desempenham um papel incrivelmente prejudicial na saúde humana e que merecem ser levados muito a sério. Eles são criados quando a corrente elétrica é interrompida continuamente como em um rápido piscar, a fim de economizar energia. Transientes são encontrados em computadores, refrigeradores, televisores de plasma, lâmpadas CFL ou fluorescente, sistemas de ar condicionado, tubos fluorescentes, motores (por exemplo, em elevadores) e em reóstatos. Uma lâmpada CFL, por exemplo, pisca cerca de cem mil vezes por segundo (!) Os transientes estão normalmente dentro da banda ELF do espectro eletromagnético, mas à medida que seus sinais se acumulam e se fortalecem, eles podem facilmente passar por bandas de frequências mais altas.

Os efeitos biológicos desta invenção diabólica são devastadores. Pense em um ímã: cargas semelhantes se repelem e cargas opostas se atraem. Portanto, quando um transiente está em um estado "positivo", os elétrons em nosso corpo (negativamente carregado) se movem em direção a essa carga positiva. Quando o transiente se torna "negativo", todos os elétrons no corpo se repelem na direção oposta. Esta flutuante manipulação eletromagnética (milhares de vezes por segundo) implica que todos os elétrons do nosso organismo estão dançando ao som do transiente e que todo o nosso corpo está carregado e se torna instável porque está totalmente "acoplado" ao ritmo da máquina.

Arte por David Dees. Alguns países querem tornar obrigatório a utilização de lâmpadas fluorescente.

De modo geral, os transientes estão suplantando, em nosso sistema nervoso, o pulso suave e constante da Terra, manipulando descontroladamente nossas células e ondas cerebrais em frequências para as quais não são evolutivamente projetadas, destruindo o funcionamento de nosso sistema endócrino tão importante, sabotando nossa imunologia e contaminando todo o nosso sistema bioelétrico com efeitos terríveis sobre a nossa saúde. A dra. Magda Havas, da Universidade de Trent (Canadá), publicou numerosos estudos demonstrando como a exposição dos transientes aumenta os níveis de açúcar no sangue em diabéticos e pré-diabéticos e que as pessoas com esclerose múltipla melhoram seu equilíbrio e têm menos tremores simplesmente passando alguns dias em um ambiente livre de eletricidade suja. Também demonstrou que em todas as escolas onde filtros foram instalados para limpar os efeitos dos transientes, os professores imediatamente experimentaram uma diminuição de sintomas desagradáveis, como dores de cabeça, irritações da pele, olhos secos, asma e depressão.

¿OS CAMPOS ARTIFICIAIS ELETROMAGNÉTICOS AFETAM A SAÚDE?

A primeira coisa que temos de entender é que o corpo humano, sendo feito de matéria e, portanto, de átomos, tem elétrons e partículas subatômicas que podem ser perturbadas por uma influência eletromagnética externa. Todas as células do corpo, quer células pancreáticas à espera de um sinal para fabricar insulina, ou leucócitos deslocando-se para a área de uma ferida, usam a eletricidade (ou uma "carga de elétrons") para se comunicar entre elas. Se os transientes e outras fontes de campos eletromagnéticos artificiais suplantarem os mecanismos de sinais nervosos do corpo, ¿eles não poderiam interferir com a secreção de hormônios, afogar o sistema de chamada e resposta do sistema imunológico e causar muitos outros transtornos físicos?

Segundo, se o ser humano tem provavelmente um campo magnético sensível aos campos naturais, ¿não seria lógico pensar que os campos artificiais produzidos por cabos elétricos, rádios, micro-ondas, antenas, satélites etc., também podem influenciá-lo? ¿É possível que a civilização tecnológica tenha anulado nossa capacidade magnética e que, como vimos na primeira parte, somos pombos mensageiros desorientados que passam a vida inteira com ímãs artificiais amarrados à cabeça, sem encontrar nunca o caminho de casa?

Nesta seção, apresentarei uma cronologia detalhada de pesquisas sobre campos eletromagnéticos e saúde, investigações que são apenas a ponta do iceberg, uma vez que é um assunto relativamente recente e em que não foi aprofundado o suficiente devido aos enormes interesses econômicos que estão em jogo.

• Os soviéticos perceberam durante a Segunda Guerra Mundial que os operadores de radar sofriam frequentemente de sintomas (fadiga, irritação facial, zumbido nos ouvidos, tontura, distúrbios digestivos e de sono) atribuídos agora à síndrome de hipersensibilidade elétrica (EHS). Especialistas dizem agora que 3% da população pode ser clinicamente hipersensível e cerca de 30% pode ter sensibilidade alta.

• Desde a década de 1950, o dr. Kyoshi Nakagawa esteve pesquisando no Hospital Isuzu em Tóquio sobre os efeitos do magnetismo no corpo. Em 1976 ele publicou um extenso estudo no Jornal Médico Japonês mostrando os efeitos benéficos da magnetoterapia sobre o organismo humano. Os campos magnéticos de frequência e potência apropriados exercem um efeito benéfico nas glândulas centrais do cérebro, estimulando a secreção de neuro-hormônios benéficos. O dr. Robert Becker confirmou isso quando descobriu que certos estímulos magnéticos podem curar completamente fraturas ósseas consideradas definitivas e até regenerar membros amputados em animais que não têm essa faculdade, como rãs.

• Quando a televisão foi introduzida na Austrália em 1956, os investigadores rapidamente documentaram um rápido aumento do cancro entre as pessoas que vivem perto de torres de transmissão.

• Na década de 1960, em meio à Guerra Fria, os soviéticos bombardearam secretamente a embaixada dos EUA em Moscou com radiação de micro-ondas (uma RF de alta frequência usada para transmitir sinais sem fio), adoecendo o pessoal do prédio. O pessoal da embaixada começou a reclamar sobre problemas cognitivos, tontura, dores de cabeça e semelhantes, durante o resto da Guerra Fria. Embora os soviéticos nunca deram uma explicação, é conjeturado que eles procuraram confundir e manipular as mentes de espiões e diplomatas americanos. O mal de ondas de rádio (também chamado de mau funcionamento de micro-ondas) é agora um diagnóstico comumente aceito.

• Na década de 1970, a dra. Nancy Wertheimer, epidemiologista de Denver, detectou um aumento da leucemia infantil (uma doença muito rara) entre as crianças que viviam perto de linhas de alta tensão, iniciando um rosário de estudos que chegaram a conclusões semelhantes.

• Na Suécia e Reino Unido foram realizados estudos que notaram um aumento significativo nos suicídios entre os jovens que vivem e estudam perto de fios de alta tensão e estações de radar. Entre 1950 e 1977, os casos de suicídios entre os jovens entre 15 e 19 anos foram multiplicados por 4 no caso dos moços, e por 2, no caso das moças. A depressão maníaca e tendências suicidas estão relacionados com níveis baixos de serotonina, uma substância neuroquímica fabricada pela glândula pituitária.

Complexidade tecnológica: o orgulho da civilização moderna e a perdição da biologia humana.

• Em 1980, os investigadores concluíram que os trabalhadores de escritório com alta exposição a campos eletromagnéticos tinham um maior índice de melanoma (câncer de pele, uma condição geralmente associada à exposição solar) do que os trabalhadores que trabalhavam ao ar livre. Entre 1973 e 1980, os casos de melanoma nos EUA aumentaram dramaticamente em 80%. No Laboratório Nacional de Lawrence Livermore (Califórnia), a incidência de melanoma é quatro vezes maior do que a média nacional americana. Este laboratório está envolvido em questões de segurança nacional dos EUA e a produção de armas ultramodernas envolvendo campos eletromagnéticos e micro-ondas de alta intensidade.

• Em 1980, a Comissão de Serviço Público do Estado de Nova Iorque encomendou ao dr. David Savitz que estudasse os efeitos dos campos eletromagnéticos nos fios normais. Cinco anos e meio milhões de dólares depois, o dr. Savitz concluiu que "pelo menos" 20% dos cânceres em crianças nas áreas estudadas eram devido à exposição aos campos (de "apenas" 3 miligauss!) dos cabos elétricos. Seu estudo também mostrou que esses campos não só favorecem o câncer, mas também inibem a produção de neuro-hormônios importantes no cérebro, perturbando o comportamento e prejudicando a capacidade de aprendizagem. Dentro de um raio de 15 metros em torno dos cabos elétricos padrões nos EUA, o campo magnético é de uma potência de 100 miligauss ― mais de 30 vezes a magnitude dos cabos que o dr. Savitz associou com câncer infantil. A Comissão de Serviço Público não gostou dos resultados do estudo; declararam "seguro" um campo magnético de até 100 miligauss e alegaram que o público havia "aceito" o risco para a saúde. Obviamente, o público nunca foi informado disso, por isso dificilmente poderia ter "aceitado".

• Vernon, uma população de 25.000 habitantes em Jérsei, ocupa o quinto lugar dos EUA no número de transmissores de micro-ondas. O número de casos de síndrome de Down é dez vezes maior do que a média nacional dos EUA. A síndrome de Down é um defeito congênito, causado por dano genético ao feto e/ou aos pais. Outros estudos encontraram altas incidências desta doença em crianças cujos pais são operadores de radar ou trabalham em grandes bases aéreas.

• Em 1988, a dra. Marjorie Speers relatou os resultados de um estudo de tumores em pessoas que, por razões de trabalho, estavam normalmente expostas a um campo eletromagnético de frequência de 50 Hz. A conclusão foi rotunda: esses trabalhadores desafortunados tinham 13 vezes mais casos de tumores cerebrais do que o grupo de controle, consistindo de pessoas não expostas a campos de tal frequência. De acordo com o dr. Becker, em "Cross Currents":

"No momento a evidência científica é absolutamente conclusiva: Os campos magnéticos de 60 Hz induzem as células cancerosas humanas a aumentar permanentemente sua taxa de crescimento em 1600% e a desenvolver características ainda mais malignas".

Em suma, estes tipos de campos eletromagnéticos afetam particularmente dois tipos de tecidos: os do cérebro e os de crescimento rápido (fetos, crianças pequenas, tumores).

• Também em 1988, o dr. Daniel B. Lyle, sob a direção de Ross Adey, realizou um cultivo de células T (um tipo de linfócitos ou glóbulos brancos com um importante papel imunológico) e durante 48 horas as expôs a um campo eletromagnético de 60 Hz, semelhante ao que emitem os cabos elétricos públicos nos EUA. Constatou um enfraquecimento significativo da capacidade das células de se reproduzir e se defender contra agentes estranhos (micróbios, vírus, mitógenos etc.), a ponto de que a citotoxicidade celular foi inibida em 40%. A conclusão final do estudo foi que os campos eletromagnéticos artificiais são perigosamente imunossupressores e enfraquecem a capacidade das células T de diferenciar entre agentes invasores e tecido "amigo".

Alguma cidade chinesa em pleno boom econômico. Atualmente, esse conjunto de contaminação, massificação, desumanização e interferências eletromagnéticas, recebe o nome de "civilização".

• Em junho de 1989, a revista “New Yorker” publicou um artigo de Paul Brodeur, baseado em vários estudos científicos, sobre os riscos para a saúde de expor-se a cabos elétricos e terminais de computadores. Aqui foi revelado que a leucemia infantil e outros tipos de câncer em crianças estavam diretamente relacionados com a exposição a campos elétricos. Também foi relatado que mulheres grávidas que trabalhavam com computadores tinham uma maior taxa de aborto espontâneo. Este artigo desencadeou uma onda de preocupação e pesquisa por outros especialistas. Paul Brodeur publica "Currents of death, the attempt to cover up the threat to your health", e Cyril W. Smith e Simon Best publicam "Electromagnetic man health & hazard in the electrical environment". 

• Novamente em 1989, a dra. Cornelia O'Leary, do Colégio Real de Cirurgiões da Inglaterra, relatou oito casos de morte súbita de bebês durante um fim de semana. "Coincidentemente", todos esses casos estavam dentro de um raio de 10 km de uma base militar de alta segurança, onde justo naquele fim de semana um novo sistema de radar estava sendo testado. A morte subida nos bebês tem sido associada a baixos níveis de melatonina e outros neuroquímicos produzidos pela glândula pineal. Estas são extremamente sensíveis a oscilações eletromagnéticas, e no caso de bebês, a sensibilidade dispara. No mesmo ano, o Departamento de Energia reconheceria que "agora é aceito que existem, certamente, efeitos biológicos devido à exposição a campos eletromagnéticos".

• Em 1990, mais de cem estudos foram realizados em todo o mundo. Graças a jornalistas como Ted Koppel e Dan Rather, apareceram relatos alarmantes em jornais como "Time", "The Wall Street Journal", "Business Week" e outras publicações. Em resposta às pressões públicas, a EPA (Agência de Proteção Ambiental) publicou um relatório em Março daquele ano, recomendando que os campos eletromagnéticos fossem classificados como cancerígenos de classe B (como o DDT, as dioxinas e os PCBs). No entanto, quando o relatório foi divulgado, o EPA foi severamente pressionado por grupos nas indústrias elétrica, informática e militar. Depois de ser inclinada por interesses políticos e econômicos, o EPA reverteu sua declaração. Robert O. Becker e Jeremy P. Tarcher publicam "Cross currents, the perils of electropollution".

• No Vale do Silício (Califórnia), a meca da pesquisa informática, observou-se que os trabalhadores apresentavam taxas muito elevadas de fadiga crônica, depressão crônica, hipersensibilidade, alergias variadas, dores de cabeça e "sintomas de gripe".

• Em 1998, pesquisadores que trabalhavam com o Instituto Nacional do Câncer dos EUA, relataram que os riscos de leucemia infantil eram "significativamente elevados" em crianças cujas mães tinham usado cobertores elétricos durante a gravidez e em crianças que usavam secadores elétricos e videojogos conectados na televisão.

• Na década de 1990, foram estudados minuciosamente os casos de câncer em Cape Cod, que tem uma imensa base de radares da Força Aérea chamada PAVE PAWS, e em Nantucket, que alberga um poderoso transmissor LORAN-C (um sistema de navegação que está começando a ficar em desuso devido ao auge do GPS). Os condados em ambas as áreas têm a maior incidência de todos os cancros no estado de Massachusetts.

• Em Julho de 2001 houve protestos violentos em Chipre, quando os ingleses decidiram construir novas antenas nos seus importantes enclaves estratégicos de Acrotíri e Deceleia. A população local disse, com razão, que essas instalações ameaçariam a vida dos habitantes da região e que prejudicariam os ecossistemas. 

• Em 2007, o Bioinitiative Working Group (um conglomerado de cientistas e especialistas em política de saúde pública dos EUA, Suécia, Dinamarca, Áustria e China) publicou um relatório de 650 páginas detalhando mais de 2000 estudos (a maioria recente) que detalhavam o efeito tóxico dos campos eletromagnéticos. De acordo com as descobertas da comissão, a exposição de radiação mesmo de baixo nível (como as de celulares), podiam causar uma variedade de cânceres, sabotar o sistema imunológico e contribuir para a demência, doenças cardíacas, Alzheimer e muitos outros males.

Arte por David Dees.

Nem tudo nos campos eletromagnéticos artificiais é negativo. Os efeitos benéficos para a saúde dos campos artificiais de frequências específicas são frequentemente usados para promover a cicatrização de feridas e fraturas ósseas. Estudos experimentais com campos bem controlados e certas frequências inclusive mostraram bons resultados em tratamentos para dor e depressão. Recentemente, o dr. Michael Persinger, neurocientista da Universidade Laurentian (Canadá) descobriu que certos campos magnéticos pulsados impediam o crescimento de células de melanoma em camundongos. Isso confirma o trabalho de eminências que vimos acima, como dos doutores Kyoshi Nakagawa e Robert Becker, e confirma que os campos eletromagnéticos artificiais são uma arma de dois gumes, que pode ser usado tanto para adoecer profundamente como para curar.

O EFEITO GAIOLA DE FARADAY

Enquanto estar sujeito a campos eletromagnéticos artificiais já é bastante nocivo, há outro fator igualmente pernicioso: não estar sujeito a qualquer campo. Todos terão notado que em elevadores, carros, submarinos, tanques, aviões, trens e em geral lugares fechados e/ou com móveis de plástico, ficamos "sonolentos" muito rapidamente, recuperando energia somente quando somos expostos ao ar livre e se possível Sol e um pouco de água. Isso acontece porque as estruturas feitas com material condutor (como o metal) são polarizadas na presença de um campo externo e são carregadas negativamente na direção oposta, repelindo todos os seus elétrons e íons negativos para o exterior, deixando o interior vazio energeticamente. Dentro de uma gaiola de Faraday não há eletrosmog, não há cobertura móvel, o GPS não sinaliza e você não pode ouvir o rádio. Mas nem as forças terrestres e celestiais entram e, portanto, não há tal "gradiente de potencial", polaridade ou tensão vital absolutamente necessária para a vida e o fluxo de bioeletricidade.

O efeito Faraday começou a ser tomado com seriedade durante a corrida espacial. Tanto a NASA americana quanto o diversificado programa espacial russo, logo perceberam que nem mesmo um rato poderia permanecer no espaço por mais de 24 horas sem perder o seu juízo e que seus astronautas começavam a manifestar cansaço, apatia e falta de energia quando ficavam algum tempo nas cápsulas. John Glenn e Scott Carpenter mostraram uma fadiga pronunciada e prematura, e no caso do cosmonauta russo Gherman Titov, os distúrbios psicofísicos eram tão pronunciados que ele estava completamente exausto e tonto depois de seis órbitas ao redor da Terra. Note que estamos falando de homens com uma extraordinária preparação mental e física, e que esses efeitos ocorreram dentro da cápsula, tanto em órbita como durante o treinamento no solo. A situação desconcertou os cientistas durante anos, embora a solução estivesse diante deles e eles teriam encontrado se tivessem a humildade de consultar um adepto taoista, um iogue hindu ou um lama budista. 

Um relatório de uma empresa que fabricava geradores de íons negativos para o programa espacial americano ― citado por André van Lysebeth em seu "Pranayama" (trabalho altamente recomendado), citado por sua vez por Daniel Reid em "The tao of health, sex, and longevity" (idem) ― acabou explicando a causa: "Ao ser completamente metálica, a cápsula espacial se comporta como uma gaiola de Faraday perfeita, na qual mesmo o piloto mais bem treinado não tarda em mostrar sinais de distúrbios fisiológicos, especialmente cansaço e exaustão prematura". O relatório conclui impecavelmente:

"A corrente elétrica causada pela presença de um campo elétrico percorre todas as células e órgãos e todo o sistema nervoso, estimulando também o metabolismo e todas as funções fisiológicas dos organismos vivos... Se o campo é muito fraco, fadiga, indolência e falta de vitalidade são manifestadas. Esta é a principal causa da fadiga e dormência sentida em carros, aviões, tanques, submarinos e trens, e agora em cápsulas espaciais".

O melhor ar do mundo é encontrado em áreas de alta montanha do planeta, onde a incidência de raios cósmicos e forças magnéticas telúricas é maior, onde o frio faz com que a sujeira se pegue ao solo e onde a atmosfera está fortemente ionizada. Mas dependendo dos materiais com os quais nos vestimos e calcamos, podemos estar nos isolando deste fabuloso campo elétrico natural.

Os cientistas finalmente perceberam que, mesmo que o ar nas cápsulas tivessem a composição ideal (nitrogênio, oxigênio), precisava ser ionizado: não era um produto químico, mas físico. Assim que os geradores foram instalados e o ar nas cápsulas tornou-se fortemente ionizado, todos os sintomas de exaustão e lentidão desapareceram de repente, e desde então os astronautas podem permanecer no espaço por dias, semanas, meses e até anos. Se o mesmo fosse feito nos aviões, o “jet-lag” (uma fadiga de viagem) e o cansaço de voo reduziriam bastante.

O efeito Faraday não se limita a cápsulas, veículos e espaços fechados. A roupa pode desempenhar a mesma função, um fato que tem sido cientificamente conhecido desde pelo menos 1964 ― embora os sufis persas e os brâmanes hindus, entre outros, soubessem empiricamente desde sempre. A revista "Aerospace Medicine" explica em um artigo de Janeiro de 2013, que "certas telas sintéticas produzem cargas eletrostáticas negativas suficientes para repelir os íons negativos da pessoa que usa essas roupas". Não importa que estejamos no topo de uma montanha, rodeada por uma atmosfera privilegiada, um poderoso campo elétrico natural e respirando os melhores ares do planeta: se estivermos vestidos com roupas de orlon, nylon, poliéster e similares, e vestindo calçados com sola de borracha, estamos isolando-nos do fabuloso campo elétrico natural que nos rodeia, assim como os revestimentos de borracha isolam o cobre condutor dos cabos elétricos. O mesmo acontece em quartos com janelas fechadas e lugares com muitos objetos de plástico. A revista americana "Product Engineering" fala sobre isso em sua edição de 13 de Fevereiro de 1967, quando o assunto era novo:

"Determinados espaços formados de plástico, tais como as carrocerias dos automóveis, podem até produzir campos elétricos negativos (campos que repelem íons negativos e atraem os positivos). Os móveis de plástico, bem como tapeçarias e revestimentos de parede de plástico, aceleraram a fadiga mental nos ocupantes da sala ou do veículo. Os objetos e revestimentos feitos de polietileno, por exemplo, produzem campos elétricos negativos entre 5.000 e 10.000 volts/metro. Em um gabinete completamente cercado por polietileno, o campo negativo pode chegar a 100.000 volts/metro".

O referido relatório não fala de outro problema das tapeçarias e móveis de plástico, e é que eles emitem vapores e odores tóxicos. É claro, de qualquer modo, que o mundo moderno não está apenas cheio de campos eletromagnéticos "falsos" que suplantam a interação terra-céu que ocorre através de nossos corpos, mas de elementos que nos arrancam e marginam do concerto universal, nos isolando de todos os campos, roubando-nos a bioeletricidade e deixando-nos, literalmente, com baterias descarregadas e sem substância vital para acometer qualquer empresa. Dificilmente pode-se negar que em muitos sentidos, a civilização tecnológica ― uma entidade abstrata e sem vida ― alimenta-se vampiricamente das substâncias vitais ― muito reais e muito vivas ― do homem e do planeta.

ASSASSINO RESPEITADO


No artigo sobre estrogenização e da maldição oriental, vimos que existem envenenadores que estão começando a ser desmascarados, como os disruptores endócrinos, plásticos, leite, junk food, televisão, aditivos, cosméticos, amidos, produtos de limpeza e um longo etc. Deveríamos acrescentar uma série de coisas que produzem campos eletromagnéticos (alguns extremamente fortes) e eletricidade suja, e que deveríamos tentar evitar a todo o custo. Depois de ver essa lista fatídica, poucos se perguntam donde vem a epidemia de infertilidade que está assolando a Civilização Ocidental, assim como o câncer que ultrapassou os acidentes como a principal causa de morte em crianças com menos de quinze anos. Embora existam inúmeros fatores relacionados a isso, não há dúvida de que os campos eletromagnéticos têm a macabra honra de desempenhar um papel muito importante.

TUBOS FLUORESCENTES. Este tipo de iluminação utiliza ionização por vapor de mercúrio, altamente tóxico, para liberar luz, com um consumo menor do que a incandescente, e foi comercializado na década 1930 pela poderosa multinacional americana General Electric. Mas um tubo fluorescente de apenas 10 watts produz um campo eletromagnético 20 vezes mais forte que o de uma lâmpada convencional (incandescente) de 60 watts, e a 2,5 cm a potência do campo eletromagnético é de cerca de 160-200 mG (miligauss). As luzes fluorescentes são uma verdadeira praga de eletricidade suja, especialmente em banheiros, cozinhas, creches, escolas, institutos, universidades e locais de trabalho. Em muitos lugares públicos (escolas, hospitais, escritórios, centros desportivos) há baterias inteiras de tubos fluorescentes no telhado, que estão irradiando lixo elétrico sobre países inteiros.

LÂMPADAS FLUORESCENTES. A primeira lâmpada CFL em espiral foi inventada em 1976 em resposta à crise do petróleo de 1973, que deixou evidente que a energia barata era uma coisa do passado. As luzes CFL poupam energia, piscando centenas de milhares de vezes por segundo, e são, portanto, uma fabulosa fonte de eletricidade suja. A frequência do campo eletromagnético produzido por essas lâmpadas ultrapassa os 25.000 Hz ― às vezes a de uma lâmpada LED ― e afetam a todos, mas especialmente as crianças.

Arte por David Dees. As luzes CFL são uma grave ameaça para a saúde humana. ¿Por que estão se promovendo, portanto? Porque elas consomem menos do que lâmpadas convencionais. No entanto, ¿por acaso atacar a saúde de um povo a longo prazo representam perdas econômicas? Na verdade isso é muito relativo. Primeiro, o que interessa ao sistema é o benefício econômico imediato e a curto prazo de alguns indivíduos. Segundo, as doenças das pessoas são o motor do setor da indústria sanitária, que é um dos maiores negócios do planeta, juntamente com os bancos, o entretenimento, as drogas e os hidrocarbonetos. Para aqueles que não querem cair nesta rede, as lâmpadas LED consomem ainda menos do que as CFL e suas radiações são mais baixos, embora a iluminação seja um pouco mais fraca.

TELEVISÃO. Além do bem conhecido campo eletromagnético, a TV emite raios X capazes de penetrar de 5 a 8 cm no corpo humano, causando esterilidade e outros males. As radiações prejudiciais da TV se expandem em todas as direções e atravessam as paredes. É preciso ter cuidado de não instalar camas ou mesas contra uma parede onde do outro lado tenha um televisor. Além disso, muitas telas de TV piscam erraticamente, produzindo estimulação irregular e não natural da retina. Esses estímulos são transmitidos ao longo do nervo ocular e irritam o hipotálamo. Em alguns experimentos científicos conduzidos nos EUA e silenciados pela indústria midiática, descobriram que ratos expostos a uma tela de TV colorida durante seis horas por dia tornavam-se hiperativos e violentos por uma semana. Depois dessa semana, tornavam-se letárgicos e apáticos, e paravam de procriar: seu sistema endócrino havia secado. Os resultados desta experiência são ainda mais graves quando a tela de TV foi coberta por papel escuro. O efeito pernicioso do aparelho, portanto, era devido às ondas invisíveis. Em um artigo publicado em 24 de Abril de 1970 por Ben Frank da "Associated Press", as seguintes palavras são citadas do dr. H. D. Youmans, do Departamento de Saúde Radiológica:

"Comprovamos que os raios emitidos pelos tubos de raios catódicos eram mais duros e tinham mais energia média do que tínhamos suposto. Esses raios penetravam vários centímetros no corpo, tão profundamente como a radiação de uma tela de raios X de 100 quilowatts. A pessoa sentada diante do aparelho recebe uma dose uniforme nos olhos, testículos e medula óssea".

Este mesmo artigo observa que o dr. Robert Elder, o diretor do departamento, declarou perante o congresso dos EUA que mesmo doses muito pequenas de radiação, muito abaixo dos limites legais, penetram profundamente nos tecidos humanos, e que os danos que causam são cumulativos. Entre estes danos, devemos mencionar lesões genéticas que podem afetar a fertilidade e ser transmitidos às gerações futuras.



 COMPUTADORES. Eles têm sido associados com uma duplicação da taxa de abortos espontâneos, bem como um enorme aumento nos defeitos de nascimento em mulheres que usavam frequentemente esses dispositivos durante a gravidez. Mulheres não grávidas relataram cansaço, depressão, irregularidades menstruais e dores de cabeça. O padrão de segurança da Suécia (711/90) especifica um máximo de 0,25 mG a 50 cm da tela. Muitos PCs feitos nos EUA têm tranquilamente 5-100 mG a essa distância. Observe que as radiações eletromagnéticas irradiam do computador em todas as direções, e que as telas de filtro NÃO as bloqueiam (mesmo uma tela chumbo não poderia bloquear as radiações de banda EMF e VLF de um computador). E já que adicionar um filtro modesto aumentaria os custos de produção de um computador em cinco centavos, a maioria das empresas não se dão o trabalho.

WIFI, BLUETOOTH, WLAN E SIMILARES. Estes aparatos operam em frequência de micro-ondas, que são mais do que relacionadas a problemas de saúde graves. Claro que os perigosos efeitos do Wi-Fi (que tem algumas centenas de metros no máximo) empalidecem com o novo WiMAX, cujo raio de alcance atinge um enorme 48 km.

Arte por David Dees.

CELULARES. O problema com as pesquisas sobre os efeitos da telefonia móvel e sem fio na saúde é muitas vezes o mesmo que com qualquer problema em que as corporações multinacionais fazem parte: pelo menos 87% das investigações foram patrocinadas por empresas de telecomunicações que não estão interessadas em concluir que a telefonia móvel é uma séria ameaça para a saúde. Desenvolver um câncer pode ser coisa de vinte e cinco anos, mais ou menos o tempo que os telemóveis estão em circulação. Os campos eletromagnéticos dos celulares, que geralmente trabalham em frequências de micro-ondas, penetram diretamente no cérebro quando celular é posto no ouvido. Se colocar a cabeça num forno de micro-ondas parece um mau negócio, passar a vida com um na orelha tampouco é uma boa inversão de futuro. A dr. Elisabeth Cardis realizou um estudo em 13 países, e concluiu que o uso de telefones celulares, especialmente por mais de dez anos, foi associado com um grande aumento nas chances de contrair um tumor cerebral. O problema, infelizmente, não se limita aos próprios aparelhos móveis, mas também abrange torres móveis. Previsivelmente, se as pessoas soubessem essas coisas, reduziriam tanto o uso do celular que mais de uma companhia telefônica iria quebrar, e as restantes sofreriam enormes perdas.

A ignorância é ousada e assassina. Antes de ser informada, essa mulher inconsciente podia alegar ignorância (o que não justificaria o seu desinteresse em informar-se sobre como proteger seu filho), mas depois de ler este artigo, ninguém tem desculpa. Por causa de "mães" como essa, existe a leucemia infantil.

BARBEADORES ELÉTRICOS. Seu campo eletromagnético pode atingir potências de 200-400 mG, uma verdadeira e autêntica burrada. No entanto, embora possa parecer alarmante (e é), não sabemos se uma breve exposição a esta potência é pior do que uma exposição mais longa a um campo de ― por exemplo ― 2 a 4 mG.

SECADORES DE CABELO. Produzem um campo de 50 mG a 15 cm de distância, mais do que suficiente para aumentar o risco de tumores e danos genéticos, tanto no portador e no feto no caso de mulheres grávidas. Uma taxa anormalmente elevada de incidência de cancro da mama nos cabeleireiras tem sido observada há muito tempo. Isto é devido ao uso frequente e prolongado de secadores perto do peito.

AUTOMÓVEIS. O carro, embora apresentado em propaganda de fetiche como uma ninfa virgem e intocada, é na verdade uma grande gaiola de Faraday móvel, além de uma máquina de matar. Nos isola do solo, e nos impede de transmitir à Terra a eletricidade que absorvemos da atmosfera. Além disso, o motor e a bateria produzem um campo eletromagnético próprio. Para piorar ainda mais, os materiais de para-brisas não permitem a entrada do espectro solar ultravioleta, e os materiais de tapeçaria, painel de instrumentos e outros, produzem facilmente eletricidade estática e produzem aromas fortemente estrogênicos e tóxicos. Grande parte dos acidentes rodoviários são devidos a sintomas (estresse, cansaço, fadiga visual, perda de atenção, sono, diminuição do tempo de reação) diretamente derivados da porcaria eletromagnética que é o automóvel.

FORNOS DE MICRO-ONDAS. Esses dispositivos produzem dois tipos de radiação, as micro-ondas e as ELFs. As micro-ondas são medidas em miliwatts por centímetro quadrado, e o limite de segurança na Rússia, onde as investigações são mais avançadas, são de 0,1 mW/cm². Nos EUA, estão em 1 mW/cm² (antes era 10). Todos os fornos de micro-ondas excedem o limite russo. Antes já vimos o número de males associados a pessoas e regiões expostas a ondas de radar. Além disso, estudos recentes na Rússia descobriram que as radiações de fornos de micro-ondas convertem as moléculas de proteínas alimentares em substâncias cancerígenas, como nitrosaminas. O mesmo acontece com os açúcares das frutas ou minerais e alcaloides das verduras. As micro-ondas transformam as moléculas de alimento em isómeros (a mesma fórmula química, distinta disposição molecular) que o sistema digestivo humano não reconhece, e muitas vezes são neurotóxicas. Todo mundo sabe que esquentar una xícara de café ou chocolate quente no micro-ondas faz que caiam raios, mas não sabem até que ponto a perversão química alcança. Basta fazer um teste: aquecer um punhado de arroz em água quente, e outro punhado no micro-ondas, pouco tempo, apenas o que é necessário para aquecer. Em seguida, semear o arroz. Será visto que o arroz fervido irá germinar, o aquecido pelo micro-ondas, não.

• LENÇÓIS TÉRMICOS. A dr. Nancy Wertheimer e Ed Leeper, da Universidade do Colorado, estudaram os efeitos dos cobertores elétricos em um estudo ("Possible fffects of electric blankets and heated water beds on fetal development", Bioelectromagnetics, Vol. 7) de 1986. Eles concluíram que o uso de lençóis térmicos ou cobertores elétricos por mulheres foi relacionado a uma maior incidência de defeitos genéticos em seus filhos, problemas de gravidez e leucemia infantil. Os campos eletromagnéticos produzidos por cobertores elétricos penetram entre 14 e 18 cm no corpo humano, e os aparelhos continuam a produzir campos mesmo quando estão desligados. 

RELÓGIOS ELÉTRICOS. Estes dispositivos, quando estão ligados a uma tomada de corrente regular, têm um campo eletromagnético de potência muito alta, entre 5 e 10 mG a 60-90 cm. Uma vez que muitos deles ficam muito perto de nossas cabeças durante oito horas por noite, é importante usar um modelo de bateria, ou melhor ainda, a corda.

CONCLUSÃO

Na década de 1920, pouco depois de ser inventada a radiografia, os médicos costumavam entreter seus convidados fazendo raios X em festas. Na década de 1930, os cientistas costumavam manter um rádio (um material altamente radioativo) em bandejas em seus escritórios. Inclusive era vendido jarros radiadores de água para crianças, que continha urânio que contaminava a água transformando-a em radioativa. Na década de 1940, as sapatarias usavam máquinas de raios X para colocar sapatos nos pés das crianças, e na década de 1950 virou moda relógios de pulso brilhantes graças a substâncias radioativas. A estupidez e ignorância duraram mais de trinta anos. Durante esses trinta anos, houve pessoas brincando inocentemente com materiais radioativos muito perigosos, até que alguém preocupou-se e foi demonstrado de forma convincente que seus efeitos poderiam ser mortais. Assim como os perigos de certas áreas do espectro eletromagnético foram desvendados, acredito que os perigos de outras bandas acabarão por se tornar conhecidos. Ou um dos dois: ou se tomam medidas para acabar com os efeitos perniciosos de certos inventos, ou as sociedades que os utilizam enfrentarão a degradação de sua substância reprodutiva, a esterilidade e, finalmente, a extinção.

Nenhuma invenção é rentável se ela resulta no fim da sociedade. Enquanto o crescimento financeiro e o benefício econômico a curto prazo e imediato de algumas pessoas gananciosas permaneça acima da saúde do povo na escala de valores de nossa civilização, não haverá nada a fazer. Como orçamentos de pesquisa de saúde são desperdiçados procurando maneiras de tratar doenças, em vez de buscar as causas e como preveni-las, o progresso será muito lento. Embora existam alguns sinais e alguns países (como a Suécia) que reconheceram oficialmente o problema, não é suficiente para lidar com a praga que nos rodeia, uma vez que a maioria dos governos é comprado por corporações multinacionais e se recusam a tomar medidas. O indivíduo, portanto, tem de se levantar para tomar cartas em sua própria segurança, em sua própria saúde e na de seu povo, e espalhar a palavra tanto quanto puder.

SOLUÇÕES COTIDIANAS PARA PROTEGER O SISTEMA BIOELÉTRICO HUMANO


Nada pode ser feito com a sopa eletromagnética que flutua no espaço aéreo de todo o mundo vinte e quatro horas por dia na forma de ondas de rádio, telecomunicações, micro-ondas de satélites e semelhantes. No entanto, muito pode ser feito na vida cotidiana para minimizar os efeitos perniciosos das fontes mais imediatas de eletrosmog.

TELEFONIA

- Ver aqui como o celular dana o cérebro humano. A maior sensibilidade das crianças à radiação eletromagnética é devido à pequena largura dos ossos cranianos, quatro vezes mais fino que os de um adulto.

- Quando não precisar do celular, desligue-o. 

- Utilize uma capa de eletrosmog para o celular. 

- Não utilize o celular por lazer ou diversão, mas apenas quando necessário. Muitas pessoas praticamente usam o celular como um passatempo. 

- O melhor lugar para um celular é o bolso exterior de uma mochila, bolsa, carteira. Se não tem escolha além de leva-lo no seu bolso ou no cinto, guarde o celular com o teclado para o seu corpo e a bateria no exterior, em uma bainha isolante e, quando possível, o mais longe dos órgãos genitais. 

- Use mensagens SMS a menos que você não tenha escolha a não ser ligar. 

- Durante as chamadas, utilize o viva-voz ou fones de ouvido. Não use um Bluetooth sem fio, pois combinado com o telefone móvel pode até exceder os limites de radiação habituais. Para fones de ouvido, é uma boa ideia usar um cabo adequado (material isolante e "tubo de ar" ou oco para amortecer as radiações). Descubra em seu estabelecimento habitual ou pesquise na Internet. 

- Nunca permita que as crianças usem telefones celulares ou sem fio, exceto em caso de emergência. Se você quiser que seu filho cumprimente alguém por telefone ou qualquer outra coisa, que seja um telefone normal com fio.

- Quando perceber que a cobertura móvel estiver desfocada, desligue imediatamente o dispositivo até ter certeza de que a cobertura é boa. A razão é que quando o celular detecta um sinal fraco, ele "compensa" aumentando sua potência para o máximo e, portanto, aumentando a radiação em você e aqueles ao seu redor.

- Altere de vez em quando o lado da cabeça que você usa para falar no telefone. Isso evitará concentrar danos excessivos em uma área localizada do cérebro e reduzirá as chances de um tumor.

- Não deixe que seus filhos durmam com o celular sob o travesseiro em nenhuma circunstância.

- Em sua casa, use telefones com fio. Os telefones sem fio podem emitir tanta radiação como os telefones celulares, mas apenas durante o uso. Evite os telefones de telecomunicações sem fio digitais baseados em satélite com estação base.

Arte por David Dees.

COMPUTADORES E INTERNET

- O PC portátil é muito mais perigoso quando conectado a uma tomada elétrica. Utilize-o sempre no modo de bateria. Ligue-o apenas para recarregar a bateria e mantenha-se afastado enquanto estiver a recarregar.

- Compre um filtro para a tela do seu PC. Você pode cobrir tanto a tela como o teclado, monitor, CPU etc., do PC com um material adequado e conectar o material protetor ao chão com um cabo condutor, para descarregar a radiação. Isto é particularmente recomendado se você é um profissional que trabalha com computadores, ou se você os usa por muito tempo.

- Não use o PC portátil sobre o colo. As radiações projetam-se diretamente sobre os genitais e provocam à degradação de gametas e da substância reprodutiva, quando não causam esterilidade ou câncer. Eles até prejudicam a qualidade do sêmen e, portanto, a fertilidade.

- Não use Wi-Fi. Se por algum motivo desafortunado você ainda tem que usar Wi-Fi, mantenha-o ligado apenas quando estiver usando. Mantenha-o desligado o resto do tempo, especialmente enquanto dorme, e coloque o roteador o mais longe possível. Diga o mesmo aos seus vizinhos, uma vez que o seus Wi-Fis também afetam você.

- Não permita que os seus filhos se envolvam com jogos de vídeo.

- Se você tem Wi-Fi, abra as redes disponíveis e verifique a cobertura de cada uma. Quanto mais cobertura, mais intenso o sinal e, portanto, radiação. Você terá uma ideia de todos os dispositivos que enviam ondas UHF e/ou SHF para sua casa. Se o seu PC é portátil, você também pode saber quais são os cômodos mais contaminados em sua casa.

ILUMINAÇÃO

- Evite qualquer tipo de luzes fluorescentes sempre que puder, seja em casa, no trabalho, centro de formação, seu centro desportivo e outros.

- Jogue fora a porcaria das novas lâmpadas CFL. 

- A eletricidade suja viaja facilmente. Convença seus vizinhos para que tirem suas lâmpadas CFL.

- Utilize lâmpadas LED ou, em seu defeito, incandescente convencional. Convença seus vizinhos a fazerem o mesmo. 

- Não use reostatos (interruptores difusores de luz que permitem ajustar manualmente a intensidade do brilho, geralmente com uma roda de volume).

- Não tenha luzes acessas desnecessariamente. 

- Considere comprar lâmpadas de espectro total (incluindo ultravioleta).

TELEVISÃO

- Não tenha a TV ligada constantemente. Muitas pessoas as mantêm ligada, mesmo quando não estão assistindo, como durante a hora das refeições. Limite drasticamente a quantidade de tempo que você assiste TV todos os dias.

- Uma tela de LCD é melhor que a de plasma ou CRT. As telas de LCD emitem muito menos radiação, enquanto as telas de plasma produzem eletricidade suja e eletricidade estática convencional. 

- Considere descartar seriamente a TV. Se você estiver procurando informação atual, na Internet há páginas da notícia que são muito mais de confiança do que agências da televisão, e se você está procurando entretenimento pré-feito, seria melhor encontrar entretenimento autentico. O efeito de deixar de assistir TV pode ser tão benéfico para o seu corpo como seria parar de fumar ou qualquer outro vício pernicioso. 

- Não deixe que seus filhos tenham TV no quarto ou assistam à TV com frequência.

CASA

- Ter plantas verdes e frondosas. Quanto mais melhor. Se você também tem a sorte de que sua casa é cercada por árvores e vegetação, não as corte. Na década de 1980 a NASA fez um estudo com as melhores plantas para limpar o ar de ambientes fechados, pesquise. 

- Não more em uma casa perto de uma torre de Wi-Fi, torre elétrica, antena de telecomunicações ou torres, transformadores e/ou cabos de alta tensão e similares. Informe-se sobre as infraestruturas elétricas na sua área.

- Não viva em uma cidade cercada por uma base área ou aeroporto, ou uma estação de radar, militar ou civil.

- Esteja ciente de que edifícios com abundantes partes metálicas (especialmente de aço e alumínio) e artificiais, tendem a drenar o corpo de sua bioeletricidade. Os melhores materiais para uma casa e para os móveis são de madeira e pedra natural.

- Não tenha a cabeceira da cama perto da parede se houver um aparelho elétrico (TV, micro-ondas, geladeira e similares) do outro lado.

- Se nas proximidades de sua casa há uma árvore cujos ramos tocam uma linha de alta tensão, pode-as, uma vez que tenderá a levar o eletrosmog para sua casa e também será uma fonte de desconforto para a árvore.

- Não utilize um forno de micro-ondas.

- Use fogão a gás, em vez de elétrico.

- Móveis de plástico (também tapeçarias, revestimentos de parede de plástico) são extremamente prejudiciais, uma vez que eles formam campos eletromagnéticos negativos, soltam substâncias tóxicas e potencializam o efeito da gaiola de Faraday. Os móveis de metal também são excessivamente condutores. Use móveis de madeira.

- Tapetes atuam como esponjas que contêm bolhas de ar quente e estragado, íons positivos, bactérias, partículas de poeira, ácaros, produtos químicos de limpeza, eletricidade estática e outros agentes indesejáveis. Eles são uma causa de peso em muitas doenças, especialmente alergias respiratórias e relacionadas. Livre-se de todos os tapetes e carpetes em sua casa. Um piso duro e liso pode ser varrido e esfregado completamente e facilmente.  

- Desconfie de radiadores elétricos.

- Não use uma cama feita de materiais metálicos (captam a eletricidade de aparelhos elétricos) ou de plástico, mas de madeira. Evite colchões de molas. As camas como as conhecemos hoje nasceram para isolar pessoas de percevejos, ratos e outros bichos. Se você é uma pessoa limpa, considere dormir de costas para o chão em cima de um colchonete e com um cobertor americano. No Japão, dormia-se assim até não muito tempo atrás, isso é o natural, e sua coluna vai agradecer.

- Relógios elétricos e despertadores produzem um importante campo eletromagnético. Para piorar as coisas, eles geralmente são colocados perto da cabeceira da cama. Para despertar, use um relógio de corda, ou coloque o despertador o mais longe possível de sua cama. Considere desenvolver seu próprio relógio biológico. 

- Você pode contratar uma empresa para fazer medições em sua casa para detectar fontes de poluição eletromagnética. É possível que haja alguma fonte importante que você não tenha notado e que está arruinando a saúde física e mental de sua família. 

- Instale ionizadores (geradores de íons negativos) nos cômodos onde as pessoas passam mais tempo.

ROUPA E CALÇADO

- Caminhar descalço ajuda a descarregar a tensão na Terra. Quando caminhamos descalços, a Terra absorve a tensão atmosférica usando nosso corpo de condutor. A energia atmosférica entra através de nossa coroa (auréola) e sai de nossos pés. As pessoas altas têm um maior gradiente de potencial (diferença de polos) e, portanto, são melhores condutores. Por exemplo, numa zona natural particularmente limpa, cheia de energia tanto atmosférica como telúrica, o gradiente de potencial pode ser de várias centenas de volts por metro; uma pessoa de dois metros de altura estaria sujeita a um gradiente de 400-500 volts entre a cabeça e os pés, o que favorece muito a livre circulação da bioeletricidade ou energia vital. Este efeito condutor do corpo é mais forte na madrugada, em torno do amanhecer, e especialmente quando se trata de um solo de grama coberto por orvalho, uma vez que em tal situação o chão tem um forte efeito condutor como polo negativo. Em vez disso, quando estamos isolados do chão, nós acumulamos eletricidade estática, que se traduz em estresse, insônia, cãibras, fadiga, reflexos diminuídos, irritabilidade, dores de cabeça, tontura, distúrbios do sono, diminuição da memória e a capacidade de concentração etc. Portanto, caminhe descalço sempre que puder. A rua não é um bom lugar, mas a casa ou viagens ao campo são ideais.

- Se passa muito tempo calçado, toque o chão, de preferência solo natural, com as duas mãos para descarregar-se.

- Não use calçado de borracha. Use calçado de sola de couro.

- Tente usar sapatos abertos (sandálias, chinelos) todos os meses do ano, exceto no inverno.

- Acrílicos e outros tecidos artificiais produzem eletricidade estática por fricção com o nosso corpo, chegando a faiscar e produzir campos elétricos negativos detectáveis ao toque. Estes campos repelem os benéficos íons negativos do nosso corpo e atraem os cabelos dos animais e pessoas, fibras, partículas de poeira, fumo, fiapos, pólen, teias de aranha e sujeira em geral, que podem produzir alergias e reações, bem como sujar nossas roupas. Além disso, os materiais sintéticos nos isolam das forças da Terra e da atmosfera. Utilize materiais naturais como algodão, couro, lã virgem, linho ou peles naturais. Evite materiais artificiais como nylon, orlon, poliéster e acrílicos em geral.  

- Não use bonés, boinas, gorros, chapéus e similares, exceto em condições de insolação ou frio que exigem proteger a cabeça. Em outras situações, estes tipos de acessórios, por imprescindíveis que possam ser para estar na moda em um determinado momento, não são para a sua sobrevivência ou sua saúde. Além de acelerarem a calvície em pessoas com predisposição. 

- Não use vestuários de cabeça de materiais sintético. Se você usa uma peça de vestuário leve, do tipo de chapéu, para se proteger da insolação, molhe-a na água; terá um efeito condutor, além de refrescante.

- Quando colocar as roupas na máquina de lavar, você pode adicionar esferas iônicas para lavar roupas. É mais saudável do que os produtos químicos que permeiam as roupas e, em seguida, grudam em nossa pele, e também ajuda a evitar a formação de campos elétricos negativos em torno de nós. 

LUZ SOLAR E OUTRAS TRADIÇÕES CÓSMICAS

- NÃO olhe para o Sol diretamente e sem proteção, exceto durante o nascer e o pôr do sol, quando os raios chegam muito mitigados. 

- Esteja ciente da reação de sua pele à luz solar. Se você é uma pessoa muito corada ou muito pálida, que reage fortemente à exposição solar, você descende de indivíduos que tiveram que se proteger do frio abrigando-se. Para continuar absorvendo o Sol, eles maximizaram a perda de melanina na pele. Com exposição mínima ao Sol todos os dias, você pode ter mais do que suficiente. Sua melhor opção pode ser usar roupas leves para não se queimar. 

- Maximize a superfície da sua pele exposta à luz solar. Use roupas leves sempre que puder e considere praticar nudismo, porque existem áreas de pele que raramente recebem luz solar. 

- Há um meio entre a insolação do praieiro fanático e a deficiência solar crônica do emo ou gótico depressivo. Portanto, evite os extremos. 

- Protetores solares não são uma opção, mesmo que favoreçam o bronzeio. Eles agem como tela e impedem que seu corpo absorva raios ultravioletas. É melhor tomar sol meia hora sem creme e depois cobrir-se para não se queimar, do que tomar banho de sol com creme durante horas e horas, mesmo que bronzeie-se melhor. 

- Não use óculos de sol a menos que seja necessário (esportes de neve, condução de automóvel, luz forte, exposição prolongada e outros) uma vez que eles filtram os raios UV e impedem a carga do hipotálamo ao cérebro através dos nervos ópticos. Aqueles que constantemente usam óculos de sol pela moda estão maltratando seu corpo e incorrendo no consumismo. As megacorporações multinacionais o bendizem na medida em que sua saúde e sua espécie o maldizem. 

- Se você usa óculos ou lentes de contato, coloque-os num vidro ou plástico que permite a radiação ultravioleta. Caso contrário, você pode ter certeza que a radiação UV não chega NUNCA a seus nervos ópticos.

- Se você passa muito tempo entre quatro paredes e sob luz artificial, faça pausas para sair ao ar livre e permita que seus olhos visualizem um pouco de luz solar (sem olhar diretamente para o Sol).

- Considere a instalação de lâmpadas de espectro total em casa e no local de trabalho.

- Nos lugares onde você gasta mais tempo, considere a substituição do vidro convencional por folhas de plástico transparente que permitem a passagem de radiação ultravioleta.

- Leve um ritmo circadiano diário (sono em horas escuras, vigília em horas claras). Piscar com o olho nu no céu luminoso irá ajudá-lo a acordar, incentivando a segregação de certas substâncias endócrinas. Se você dorme durante o dia e fica acordado durante à noite, você vai semear o caos em seu sistema endócrino e sua saúde vai se deteriorar rapidamente.

- Existem exercícios de banhos de sol oculares, pestanejos seletivos e helioterapias para absorver a energia solar de forma eficaz e segura. A Internet é uma mina, informe-se. 

- As palmas das mãos têm uma alta sensibilidade à luz solar e são áreas de projeção e absorção de bioeletricidade. Certifique-se de dar-lhes um banho solar ou sideral de vez em quando. "Saudar o Sol", ou as estrelas, não faz mal a ninguém. 

- Evite passar a vida olhando para o chão. Acostume-se a olhar para o céu. Com o simples fato de olhar para o céu com os olhos nus, tanto dia como noite, seu nervo ocular absorve raios cósmicos e envia-os diretamente para o seu cérebro e sistema endócrino.

CARRO

Nada pode ser feito para remediar os nocivos efeitos eletromagnéticos do motor ou dos materiais plásticos da tapeçaria, do painel e outros, mas existem medidas que podem ajudar a amortecer o impacto que produzem sobre a nossa saúde e de nossos acompanhantes.

- Instale um ionizador (gerador de íons negativos) em seu carro. Os ionizadores de automóvel são dispositivos baratos que cabem no buraco do isqueiro de cigarros e que, ao solucionar o "cansaço de estrada", poderiam prevenir muitos acidentes. 

- Muitas vezes quando sair do carro depois de rodar por muitas horas e, ao tocar a placa, dará cãibra ou faísca (descarga eletrostática). Isso ocorre porque o carro tem acumulado tensão (atrito do ar em altas velocidades, freios, correias de transmissão), sem poder descarregá-la, porque os pneus, como nossas solas de borracha, isola-o do solo. Em dias chuvosos ou molhados isso não acontece, já que a água é condutora. Instale uma tira antiestática na parte de trás do veículo, tocando o chão. A maioria dos caminhoneiros geralmente carregam um ou mais. Se você incomoda-se que ela seja antiestética, coloque-a no centro da parte de baixo do carro e ninguém a verá.

- "Ar condicionado" é um eufemismo politicamente correto para "ar enlatado, plastificado e desnaturado". De preferência, abra a janela. 

- Não abuse do aquecedor, se puder abrigue-se.

- Não utilize GPS a menos que necessário.

- Desligue todos os aparelhos elétricos que não estiver usando.

- As tapeçarias de couro são mais benéficas do que os materiais sintéticos.

- O atrito dos discos de freio produz eletricidade estática. Use mais o freio do motor.

OUTROS

- Qualquer lugar a partir do qual você pode fazer chamadas no celular, usar GPS, ouvir rádio, conectar-se à Internet, assistir TV etc, é um lugar sujeito a radiação eletromagnética prejudicial para a saúde humana. Tenha isso em mente. 

- Evite fazer raios X, exceto em extrema necessidade. O melhor truque para não precisar mais de radiografias é ter uma saúde de ferro. 

- Se você é soldador, maquinista, eletricista, trabalhador de linhas elétricas, cabeleireiro, operador de radar ou similar, ou está exposto aos mesmos fatores de risco que os profissionais mencionados, considere mudar de emprego ou tomar medidas de proteção na forma de materiais especiais isolantes. 

- Não se exponha desnecessariamente a aparelhos elétricos poderosos. Desconfie de qualquer trambolho cheio de antenas, cabos, transformadores, geradores, transmissores, eletrodos, vibrações, cintilações, luzes artificiais e outras estruturas elétricas. 

- O campo eletromagnético de um relógio de pulso não é muito forte. Mesmo assim, não há necessidade de usá-lo durante 24 horas por dia, e menos ainda na hora de dormir. 

- ¿Sabe a colina que você gosta de subir habitualmente para desfrutar da vista e respirar ar fresco? Pense de novo. Provavelmente essa colina tem uma ou várias antenas de telefonia, telecomunicações ou qualquer outra coisa, e o local é menos saudável do que você supunha. 

- A água é condutora de eletricidade e ajuda a descarregar a estática acumulada em nosso corpo. O efeito relaxante de banhos e duchas (especialmente de água fria) é devido a isso, entre outras coisas. É também a causa que, quando temos muita tensão acumulada, nos dá mais vontade de banharmos na água que bebê-la. Considere tomar banho com água fria e se possível, mais de uma vez por dia, preferencialmente depois de trabalhar e antes de dormir.

- Lave o rosto com água fria várias vezes ao dia, especialmente quando acordar e depois do trabalho.

- Colocar os pés em contato com uma placa de metal (por exemplo, um radiador) também tem um efeito de descarga estática e pode aliviar muito os sintomas de acúmulo de voltagem.

- Quando você se sentar, tente manter seus dois pés em contato com o chão. Não cruze as pernas. 

- Praticar alguma forma de disciplina respiratória. O bom ar está totalmente repleto de eletromagnetismo benéfico, que passa para o sangue através da "esponja" dos pulmões. O Chi-kung (ou QiGong), Pranayama, Hatha Yoga e outros, têm, entre muitos benefícios, o de equilibrar as correntes eletromagnéticas do corpo. Fique longe dos sensacionalismos New Age e concentre-se no que funciona.

- Quando estamos expostos a telas (PC, TV, videojogos), a visão tende a ser fixa e piscamos menos, expondo perigosamente a retina e todo o nervo óptico às glândulas até as glândulas pituitária e pineal a radiações erráticas e perniciosas. Certifique-se de piscar regularmente para lubrificar os olhos e mitigar esses efeitos, e tirar os olhos da tela com frequência. 

- Considere aprender alguns pontos de acupressão em suas mãos e pés. Pressionar certas regiões envia impulsos elétricos benéficos ao cérebro, o que pode ajudar a restabelecer o equilíbrio do biocampo humano. 

- Nunca se esqueça de que, afinal de contas, somos feitos de átomos, eletricidade e partículas subatômicas, e que esses elementos em nosso corpo sempre serão suscetíveis a forças externas de um tipo semelhante, seja radiação astral, outras pessoas ou dispositivos artificiais. 

- Compre um ionizador de água.

- Informe-se. Existem inúmeros sites que tratam do assunto exposto no artigo. 

- O corpo humano não é uma máquina defeituosa que deve ser emendada, afinada e corrigida por toda uma indústria sanitária. O corpo humano é o resultado de dezenas, centenas de milênios de seleção natural e sabedoria reprodutiva. Dado este fato, você deve considerar cuidadosamente a possibilidade de que muitos dos males "comuns" que você pode estar sofrendo, aceitando e dando por concedido (dores de cabeça, tontura, falta de concentração, letargia, melancolia, depressão, apatia, irritabilidade, perda de cabelo, constipação, fadiga, mau humor, halitose, comprometimento da memória, comportamento errático, insônia, retenção de líquidos, zumbido nos ouvidos, distúrbios digestivos, desorientação, irritações cutâneas, pessimismo, impotência, cárie, alergias, miopia, dor de dente, frigidez, sinusite, problemas de respiração, visão turva, desmaio, cãibras, mau equilíbrio, asma, diabetes, dor nas costas, ateísmo, doenças sazonais como a gripe, resfriados, irregularidades menstruais, tiques nervosos, abortos espontâneos e um longo etc.) podem não ser defeitos “de fábrica” de seu corpo, mas sim o resultado de condições ambientais (dieta, exercício, ar, luz, água, produtos químicos, campos eletromagnéticos, doutrinação, isolamento e outros) a que você foi exposto desde que você era pequeno e que, invariavelmente, estão relacionados com o estilo de vida civilizado. Do mesmo modo, devemos considerar que o enorme declínio da saúde humana não é necessariamente devido ao "estresse e agitação" da vida moderna (mais estresse e agitação tinham os antigos caçadores e guerreiros), mas das condições perigosas para a qual a vida moderna sujeita a biologia humana. O corpo estar sempre incomodando NÃO é natural. O que é natural é que se você maltratar seu corpo, seu corpo maltratará você.

Dada a sua relação com as forças da vida e do mundo, existem dois tipos humanos. O primeiro é grato à vida e sente que deve algo ao mundo. O segundo é ressentido com a vida e quer arrebatar coisas do mundo, saquear seus recursos, construir uma monstruosa e herética torre de Babel tecnológica e excluir a Natureza de sua sinistra equação. As megacorporações multinacionais capitalistas representam esta segunda vontade, para o qual o mundo é um negócio, um conjunto matemático de números, rotas, matérias-primas, capital, mão-de-obra e meios de produção. Se a vontade comercial, bancária, usureira, fria, calculadora, mecânica, robótica e desumanizante da humanidade é permitida a continuar a exercer o vampirismo sobre a substância vital da Terra e do homem, o resultado inevitável será uma grande destruição que vai dolorosamente restabelecer o equilíbrio da ordem natural eterna.

PROTETORES

Há pessoas que, por razões de profissão ou seu interesse em sua saúde, levam muito a sério o problema dos campos eletromagnéticos. Tanto é que os objetos dos mais variados são fabricados, feitos com materiais isolantes para se defenderem contra essa ameaça. Alguns deles podem ser particularmente interessantes para pessoas que trabalham expostas a campos eletromagnéticos fortes, outros podem ser uma boa ideia para absolutamente qualquer pessoa, e outros são uma extravagância, quase um luxo. Deixo o leitor com um link repleto de acessórios desse naipe.