sábado, 28 de janeiro de 2017

Eduardo Velasco - Rodas de poder: os chakras do hinduísmo

por Eduardo Velasco

"Ó solitário, tu percorres o caminho para ti mesmo! E teu caminho passa diante de ti mesmo e dos teus sete demônios! Ó, solitário, tu percorres o caminho daquele que cria: queres criar para ti um deus, a partir dos teus sete demônios!" - (F. W. Nietzsche).

Quando se começa a examinar certas tradições orientais (hinduísmo, taoismo, budismo principalmente), especialmente nos seus aspectos esotéricos e de alquimia corporal (budismo zen, tantrismo, yogas hindus), é possível concluir que aqueles que lhes deram vida tinham um profundo e quase total conhecimento do corpo, mente, espírito e de como esses três elementos interagiam, e que provavelmente esse tipo de sabedoria procede do próprio Paleolítico. Esses homens sabiam muito bem, além disso, como extrair desempenho dessa máquina perfeita (em potencial) que pode se tornar o corpo humano.

O que deve nos enfeitiçar dessas correntes orientais é pensar até que ponto a Europa também possuía uma tradição iniciática semelhante e até que ponto ela foi perseguida pela civilização tecnológica e forçada a submergir. Nem a Índia ou Tibete sofreram esse processo, e a tradição ancestral permaneceu quase inalterada por muito tempo.

Se na Idade Média, o Oriente Próximo (Egito, Pérsia), maravilhou-se com os europeus pela sua magia, hoje o Extremo Oriente (Índia, Tibete, China, Japão) nos fascina de uma maneira semelhante, apesar da onipresença em nosso mundo da tecnologia e uma ciência mecanicista que pretende ter a resposta a todas as questões existenciais do homem.

INTRODUÇÃO

Muitas pessoas já ouviram falar dos chakras. Infelizmente, muitas vezes a informação provém de fontes New Age ou Nova Era que tentam orientar tal sabedoria para um bando pacífico e dócil de cordeiros cobardes, hipersensível à dor e ao sofrimento, e suave em todos os sentidos. Na Antiguidade, os ensinamentos sobre os chakras eram restritos a círculos seletos. Eles eram mantidos em prática secreta porque se supunha que o conhecimento desse poder poderia motivar o seu uso indevido pelo impuro, e, em geral, todo o conhecimento esotérico era praticamente transmitido em refinados rituais "xamânicos" chamados mistérios, que eram deliberadamente cobertos por um manto de sigilo. Nas escrituras védicas estava claro que permitir que um membro das castas não-arianas testemunhasse um ritual, ouvisse uma fórmula "mágica" ou conhecesse passagens de escritos sagrados eram motivo de castigo cruel para os arianos assim como para o não-ariano envolvido. O objetivo era evitar que esse poder fosse roubado e desfigurado... o que aconteceu hoje.

Os líderes gananciosos dos grupos da Nova Era de hoje (que acreditam estar acima de milênios de purificação, luta e refinamento, afirmando até, sem pestanejar, monstruosidades como "dinheiro é energia" e que ao fim "dominamos a Natureza") decidiram que "a humanidade já está preparada" para receber os ensinamentos da alquimia interior, embora a verdade seja que jamais a "humanidade" esteve menos preparada para o desenvolvimento espiritual. O objetivo prosseguido por estes falsos gurus — além de ganhar muito dinheiro à custa de espíritos fracos, inseguros e crédulos — é perverter o conhecimento da alquimia interior para torná-la agradável ao impuro e desagradável ao puro, e ligar os espíritos bem-intencionados ao jugo de ideias aberrantes e niilistas. De acordo com esses apóstolos, o objetivo dos antigos ensinamentos é "ser mais feliz", o que já revela a clareza hedonista de suas ideias. Os homens bons se afastam de tais doutrinas, e com razão; mas, por extensão, eles começam a sentir-se rechaçados por assuntos que estão realmente ligados ao seu sangue e ao conhecimento de que é portador.

Não devemos fazer como os indivíduos que caem no erro de considerar os chakras como entidades exclusivamente espirituais que influenciam o físico e que, portanto, solucionando o lado espiritual influirá completamente no físico. Não é assim, pois assim como o espírito influencia o corpo, o corpo influencia o espírito, numa relação mútua e tipicamente dualista. Como o sistema circulatório, a relação entre o espírito e o corpo é uma via de mão dupla, os chakras são tanto corporais como espirituais. Em vista disso, os falsos iluminados, homens que proclamam ao vento o amplo desenvolvimento de seus chakras quando seus corpos a olho nu parecem feios, moles, flácidos, decrépitos e raquíticos. Mais provável, então, é que tenham apenas um lado de certos chakras abertos e o outro lado fechado, talvez virando em sentido inverso, e produzindo um desequilíbrio neurótico. Além disso, essas pessoas levarão aos níveis altos toda a sujeira acumulada nos níveis baixos, causando terríveis aberrações que podem levar a desconfortos, perversões e várias doenças. Para isso é melhor não elevar de nível, ou concentrar-se exclusivamente no primeiro chakra até que seja capaz de construir acima dele. Resumidamente, um atleta saudável que não tem ideia do que é um chakra, está mais perto da perfeição do que um fraco e mestiço que conhece o nome hindu de todos os chakras do corpo.

E como é que vai despertar sua (chamemos assim) "força interior", que é invisível, um homem que não foi capaz de despertar sua força exterior, que é visível? Quem não encontrou seu lugar na Natureza nunca encontrará seu lugar no outro mundo; um obeso, um decrépito ou doente são aberrações para a Natureza, e em sua vida ela vai dar-lhes um lugar. O fato de o Sistema fazer isso não é uma refutação à Natureza, mas ao próprio Sistema. Não se começa a construir uma casa pelo telhado, tampouco uma árvore sem raízes cresce. É ridículo que um homem degenerado em todos os sentidos pretenda mudar sua vida a partir dos chakras, porque o crescimento, como a construção, depois de ter recebido a ordem das alturas, deve vir de baixo para cima, e deve ser feito de cimentos duros, fortes e sólidos. Os antigos construtores de catedrais estavam bem cientes desses fatos e o que significavam: que um homem deve primeiro aperfeiçoar e endurecer seu corpo através de uma vida dura, ou a disciplina de exercício físico e esporte para tonificar seu corpo, cultivar sua vontade, agarrar pelo pescoço às forças telúricas, limpar os sistemas de canais de chakra e favorecer o relaxamento natural. Também terá que limpar e purificar o seu interior por abstenção completa de substâncias nocivas, alimentos degradados e comportamentos decadentes, sob a dor da sujeira se espalhando por seu corpo uma vez que o processo de "cultivar" os chakras começou. O indivíduo em questão também deve temperar seu espírito e caráter através de práticas que combinam dureza física e dureza espiritual. E o melhor dessas práticas é o combate físico corpo a corpo, bem como a participação direta na guerra.

Como confirmação de todo esse culto à perfeição corporal começando com o físico, o bruto e o violento, temos o fato de que o primeiro chakra a ser despertado é o mais baixo, relacionado à saúde, ao instinto de sobrevivência e ao poder físico, E, portanto, associado com o treinamento do corpo, agressividade, sobrevivência, força e luta. Também na mitologia germânica, o que existia antes da Criação era um abismo chamado Wyrd ou Ginnungagap. Dizia-se que nem mesmo os seres mais sábios sabiam onde a árvore de Yggdrasil fundava suas raízes: a origem é a profundidade, a escuridão. O primordial é um pesadelo terrível e sinistro. Mas os impulsos delirantes, furiosos, caóticos e destrutivos, se transformam milagrosamente em forças divinas em sua ascensão, sob o comando da vontade. O mesmo acontece com a Yggdrasil e com o tronco do próprio homem (sua medula espinhal).

O esporte é uma das maneiras de começar a cultivar o sistema de chakras, começando com o primeiro, e progredindo de baixo para cima. No esporte, o lado espiritual trabalha em conjunto com o lado animal, o espírito encontra o animal e, se persiste, acaba dominando. O primeiro chakra, como veremos, é chamado de "raiz" no hinduísmo, e como disse, uma árvore sem raízes nunca se desenvolverá, por mais que a abordagem efeminada dos pseudo-hippies da Nova Era desejem ignorar as essenciais partes escuras e sinistras da natureza do homem, como a agressividade, o poder, a raiva, a ambição, o instinto de posse, a vontade de poder e a mentalidade de ataque e defesa.

Um espírito completamente saudável e perfeito só pode habitar em um corpo completamente saudável e perfeito. Os antigos gregos, e entre todos eles especialmente os espartanos, entendiam isso perfeitamente. "Mens sana in corpore sano" (uma mente sã num corpo são), repetiam os romanos. Isso não significa que um espírito desenvolvido não pode habitar num corpo medíocre, mas sim que tal corpo irá dificultar e contaminar o desenvolvimento do espírito. Tampouco significa que um belo corpo deve necessariamente possuir um espírito desenvolvido, mas está melhor preparado para recebê-lo, isto é, que sugere, que promete receber um bom espírito algum dia — ele ou seus descendentes.

O caminho a percorrer é tomar as rédeas do baixo, isto é, "cavalgar o tigre", dominar o assunto e usá-lo em nosso favor. Quem não for capaz de se livrar das correntes impostas por seu próprio corpo desajeitado e pouco prático, com toda a probabilidade não será capaz de se livrar das cadeias impostas pelo sistema monstruoso de opressão materialista e estrangulamento espiritual, ou aqueles impostos por seu próprio espírito subdesenvolvido. Shakespeare disse que "nossos corpos são nossos jardins, nossas vontades são nossos jardineiros". E é que para ter um belo jardim antes precisamos cortar as ervas daninhas.

KUNDALINI

Na mitologia e nos símbolos, sempre que se fala de uma serpente ou de um dragão, há implicações importantes. Os répteis são animais antigos e arcaicos. Até cerca de 65 milhões de anos atrás, eles dominavam a Terra, monopolizando todos os nichos ecológicos e evolutivos, e eles também são os ancestrais mais antigos dos mamíferos e aves. A neuropsicologia moderna descreve "três mentes" ou diferentes estratos do cérebro. Há um cérebro primitivo "reptiliano" (o subconsciente, os instintos, a sobrevivência), outro, mais evoluído, e sobreposto nele, que é o cérebro límbico ou "mamífero" (as emoções), e outro, peculiar ao ser humano, chamado neocórtex, relacionado à racionalidade, vontade e pensamento. Estas camadas do cérebro se sobrepõem: o mais antigo, o reptiliano, ocupa o interior do cérebro (onde estão alojadas as glândulas pituitária e pineal), o mamífero em um nível intermediário e o neocórtex (relacionado ao sétimo chakra, o mais alto), o córtex externo, especialmente na área da coroa (auréola). 


O desejável é um equilíbrio simbiótico entre essas três camadas, de modo que cada uma delas traga apenas o que tem positivo, mas é óbvio que a atual civilização humana, totalmente desarraigada da ordem correta, está promovendo apenas o lado negativo de cada "estrato", virando-o contra nós. O cérebro reptiliano engendrou seres hedonistas, concupiscíveis e egoístas. O cérebro mamífero dá origem a mentes sentimentais, concupiscíveis e hipersensíveis. E o cérebro racional promoveu o fenômeno sabichão, ateu, cobarde e materialista.

A simbologia reptiliana, nos símbolos e mitologias, fala de poderes antigos que estão relacionados com o subconsciente, com a sombra e a força interior desconhecida. O hinduísmo ensina que no primeiro chakra dorme uma força, uma energia vital que está relacionada com a Terra: a serpente Kundalini — Kundala significa "enrolado". A Kundalini é descrita como uma serpente de duas cabeças, uma branca e uma preta. Ela representa a Natureza e, como tal, não é nem boa nem má, mas depende de como é usada, domada ou canalizada. De acordo com os ensinamentos yoguis, a Kundalini dorme normalmente, enrolada três vezes e meia, cinco ou oito vezes em torno do primeiro chakra. Quando é despertada, desenrola e ascende através dos sete chakras, atravessando-os, revitalizando-os e abrindo cada um dos dois aspectos dos cinco chakras intermediários, já que o primeiro chakra é onde ele nasce, os cinco chakras seguintes são onde as duas serpentes coincidem e o último chakra é onde elas se unem pela última vez, para serem absorvidas pela força celestial e solar do Ser Absoluto. Cada chakra é, portanto, uma interseção entre a serpente branca, a serpente preta e o eixo vertical. Cada um dos cinco chakras intermediários tem um lado luminoso e um lado escuro, tal como serpente Kundalini tem cabeça dupla, uma branca e uma preta. O primeiro chakra, por outro lado, tem apenas um lado "escuro", assim como o sétimo chakra tem apenas um lado "luminoso".

Explica-se também que há o Kanda, o ovo sutil onde a energia de Kundalini está adormecida, e que é como um cilindro de força, a origem de correntes ascendentes, que tende a empurrá-los para cima. Kanda também está, naturalmente, no primeiro chakra.

Curiosamente, é no primeiro chakra ― o centro coccígeo, a base da medula espinhal ― onde o DNA é feito, que como se sabe, também tem uma estrutura em espiral, de duas correntes enroladas. Este é um arquétipo que se repete no mundo do espírito e da matéria, de modo que "o que está acima está embaixo, o que está dentro está fora", como diz uma sentença hermética.

Uma representação do DNA. 

CANAIS DE ENERGIA

Os chakras estão interligados uns com os outros e com o mundo exterior através de uma série de canais que o hinduísmo chama de nadis, através dos quais o prana circula (assim é chamada a energia interior, os chineses a chamam Qi ou Chi,os japoneses de Ki e os coreanos de Gi). Há milhares de nadis, que partem do Kanda, mas estaremos interessados nos três nadis fundamentais: Sushumna é o canal principal, que coincide com o eixo vertical. Sua rota coincide, em sua maior parte, com a medula espinhal, partindo do centro coccígeo e terminando na coroa. Ida e Pingala são os canais que "enrolam-se" em torno do Sushumna, entrando nele em sete pontos. Onde coincidem, por sua vez, tanto o Sushumna, Ida e Pingala, ou seja, a cabeça branca e preta da serpente, juntamente com o eixo vertical imutável, os chakras são formados.

Nesta ilustração de um homem meditando, os três nadis são representados. O eixo vertical corresponde ao Sushumna, enquanto os dois canais em espiral ao Ida e Pingala. Onde os três canais coincidem, há os chakras, cada um representado em sua cor associada.

Para favorecer o fluxo de energia nestes canais, é necessário submeter-se a um ascetismo severo em matéria de alimentos e abstinência, bem como limpar e purificar os nadis através de processos chamados shodana. Isso envolve uma vida de dedicação a isto, bem como exercícios minuciosos e práticas de meditação. O hinduísmo ensina que, para elevar a Kundalini, durante a meditação a concentração e a energia são direcionadas para um ponto acima da sobrancelha, que é o sexto chakra, a glândula pituitária ou o "terceiro olho" do budismo. Isso cria um calor que desperta a Kundalini, fazendo com que ela desenrole gradualmente e ascenda através dos nadis. À medida que a Kundalini se desenrola, abrem-se "portas" que permitem o acesso de Ida e Pingala a Sushumna, favorecendo a confluência de energias com esta última. A serpente Kundalini ascende então através dos vários chakras e atinge o sétimo chakra, onde ocorre a união entre o princípio masculino (representado por Shiva) e o feminino (representado por Shákti) entre corpo e espírito. Ao mesmo tempo, uma chama desce sobre a Kundalini, fazendo com que ela seja absorvida no sétimo chakra, colocando seu poder ao serviço da força do espírito (isso inevitavelmente lembra a chama do Espírito Santo que caiu sobre os apóstolos no imaginário cristão). Dito isto, o despertar da Kundalini pode parecer extremamente simples, mas está longe de ser, já que é difícil mantê-la acordada, ainda mais despertá-la à vontade e fazê-la ascender à vontade. Diz-se que a maioria dos praticantes de yoga podem dedicar uma vida ao domínio da Kundalini, para tentar conseguir simplesmente acordá-la. Infelizmente, muitos praticantes de yoga não pertencem à raça que criou o yoga, e aqueles que pertencem a ela são muitas vezes seguidores de doutrinas da Nova Era, com uma visão de mundo errante, que nem sequer se preocupam em revitalizar seu corpo, sua força interior e coragem através do treinamento desportivo. Não é de surpreender, portanto, que muitas vezes eles não obtêm resultados espetaculares, mas sim, na melhor das hipóteses, um sentimento tácito de relaxamento, desconexão e equilíbrio.

A SIMBOLOGIA DOS CHAKRAS

Todos os povos com uma tradição sólida tiveram ensinamentos relacionados aos chakras e à iniciação espiritual. Nas mitologias, o sete é considerado um número "mágico" por excelência precisamente porque representa o número de chakras do corpo, dias da semana, cores do arco-íris, notas musicais e assim por diante. Resumidamente, daremos uma pincelada sobre uma série de civilizações e como, talvez às vezes inconscientemente, moldaram o simbolismo da ascensão espiritual a seu modo. Veremos nestas referências que a águia, a serpente (curvatura), a altitude (ascensão, proximidade ao céu) e a coluna ou o eixo (retidão e verticalidade) desempenham um papel importante.

• Na Mesopotâmia: os famosos zigurates ou pirâmides simbolizavam a montanha sagrada de sete andares, cada um com a cor de um dos sete céus. Pelo zigurate ascendia-se acima desses céus e alcançava o cume invisível, que era um símbolo do eixo polar terrestre (a linha reta formada pelo Polo Norte e Polo Sul).

• No Egito: as pirâmides faraônicas e seus sistemas de corredores, canais e labirintos interiores.

• Na China: o taoismo descreve o sistema de chakras à sua maneira, de um modo perfeitamente válido, e tão detalhado ou mais do que o próprio hinduísmo. Talvez em outro artigo futuro dissertaremos sobre o sistema taoista.

• No Hinduísmo: no sânscrito, a língua sagrada indo-ariana, chakra significa "roda". Eles são descritos como redemoinhos, nós, discos, portas, correntes, suásticas ou caldeirões, que têm a capacidade de girar em ambas as direções. São, ao mesmo tempo, pontos de sucção e projeção de energias. Neste texto, o sistema hindu é dissertado. 

• Na Pérsia: em alguns mistérios persas, o adepto tinha que atravessar sete cavernas, cada uma das quais representava um "nível" de iniciação que combinava com um chakra particular.

• Na Grécia: Platão refere-se às "sete rodas do destino", enquanto o discípulo dos mistérios de Elêusis tinha de atravessar sete "barreiras" iniciáticas.

• Em Roma: nos mistérios de Mitra (um culto militar de caráter solar, heroico e guerreiro, que se tornou muito popular entre as legiões de Roma e perseguido pelo Cristianismo), as fileiras hierárquicas eram sete, correspondendo às "sete esferas planetárias que a alma tinha que percorrer para chegar à morada dos abençoados".

• Entre os Celtas: temos a simbologia dos caldeirões ou chaleiras de Tuatha Dé Danann, e sua relação com o Graal, que se supunha ser uma metáfora para a iluminação dos deuses.

• No Cristianismo: neste caso, devemos antes falar das correntes heréticas no seio do Cristianismo. O Heptagrama (estrela de sente pontas) era um símbolo cátaro. Os templários tinham sete graus hierárquicos. Santa Teresa de Ávila (outrora uma herege perseguida) falou das "sete moradias" ou dos "sete castelos" que se devia percorrer para chegar à Divindade, num óbvio paralelismo com os sete níveis de iniciação. Podemos também destacar a existência dos "sete selos" e das "sete igrejas" no Apocalipse.

• No Islã: convém destacar o templo corporal que os ishraqiyun (professores do Oriente, sucessores dos khosrovaniyum persas) chamam de "templo da luz" (Haykal Al-Nur), isto é, o corpo humano que envolve os sete latifah (faculdades sutis), conjunto de "céus interiores", cada um com sua própria cor. Estes latifah são os chakras corporais. A Ordem dos Assassinos, uma sociedade extremamente interessante que permaneceu inimiga com o principal poder islâmico, também tem sete graus iniciais. No Corão, afirma-se que Alá recompensará os mujahideen caídos na guerra santa (jihad), com sete palácios de jade, cada um com sete haréns e cada harém composto de setenta e sete jovens virgens.

• Na Maçonaria: a pirâmide de sete escalões foi apropriada pelo símbolo dos bávaros iluminados, no topo do qual está o "olho que tudo vê", agora presente nas notas de dólar.

Atualmente: A série de animação japonesa intitulada "Dragon Ball", que soará para qualquer um que cresceu na década de noventa, e em que há uma carga simbólica muito forte. Neste anime, as "sete esferas do dragão" são equivalentes aos sete chakras, e o próprio dragão Shenlong representa a serpente Kundalini. Nesse caso, é também uma busca idealizada, uma remontagem do que um dia foi forçosamente separado, como o corpo de Osíris ou os fragmentos da coroa de Lúcifer.

A Terra também tem seus próprios chakras, áreas-chave do planeta, bem como seus próprios nadis ou canais de energia. Neste caso, a medula terrestre, o Sushumna, é o eixo polar (o Axis Mundi). Os "chakras terrestres" ou "zonas místicas" são pontos favoráveis ​​para o cultivo de energias, onde templos, santuários e monumentos megalíticos foram construídos em uma espécie de "acupuntura terrestre" cujo objetivo era canalizar as energias telúricas representadas pela serpente, o dragão ou o touro, através da geometria sagrada e arquitetura. Em geral, todos os templos e locais de santuários foram destruídos e reconstruídos por invasores ao longo da história, não tanto pelo desejo de apropriação da civilização à qual pisotearam, mas como um desejo de apropriar-se do poder terrestre da área particular "a seu modo". 

E precisamente porque a simbologia dos chakras está relacionada com a do eixo do mundo, por sua vez é como o simbolismo da "árvore da vida": o sistema de chakras humanos também forma uma árvore da vida interior, o mundo em miniatura, em nossas entranhas, que afunda suas raízes na Terra e lança seus ramos para o Céu. Sob esse ponto de vista, a runa Heil (ou Hagal, que representa o gelo, o mundo material e a árvore do mundo) e a bastão de Asclépio, são exemplos eloquentes do simbolismo do chakra no Ocidente. O deus grego Asclépio equivale ao Esculápio romano, e possuía uma haste associada com a cura e regeneração, que era denominada de bastão de Asclépio. Por esse bastão, ascendia uma serpente, que é nada mais e nada menos do que a versão helenística da Kundalini. Uma runa Heil, um bastão de Asclépio com uma serpente, um cálice com uma serpente ascendendo por ela (o cálice de Hígia — Hígia era a filha de Asclépio, deusa da saúde, e seu nome procede a palavra "higiene"), ou vários desses elementos juntos, constituem o emblema de muitos serviços de saúde no mundo, e, de fato, a simbologia farmacêutica e da medicina está repleta com referências esotéricas desse tipo. Além disso, o símbolo do dólar americano ($) representa uma serpente enrolada em torno de uma coluna maçônica, ou o próprio bastão de Asclépio. Acrescentemos que, na Índia, a espinha dorsal é chamada de bastão de Brahma, de acordo com o tema que estamos vendo.

Acima à esquerda, um exemplo de simbologia de chakras presente na vida cotidiana: uma runa Heil, em cujo interior há o bastão de Asclépio (a versão ocidental do bastão de Brahma). Observe que a cor branca anteriormente associada à runa Heil foi preservada como um símbolo de gelo. À direita, outro exemplo: o cálice de Hígia, amplamente utilizado por farmácias.

Símbolo da OMS (Organização Mundial de Saúde), organismo da ONU, e, portanto, sob controle maçônico. Esses sinais herdaram a tradição maçônica do azul celeste como símbolo de pureza e do quinto chakra.

Mas, sem dúvida, o símbolo mais claro e mais sugestivo em relação aos chakras no Ocidente é o bastão de Hermes ou caduceu, muito diretamente relacionado com o Irminsul, a árvore do mundo dos germânicos e associado, naturalmente, à equipe de Asclépio, o bastão de Brahma e o arquétipo do estandarte. O Hermes grego e o Mercúrio romano (deuses equivalentes, ambos retratados com cabeças aladas) carregavam caduceus. Odin, seu equivalente germânico ("Miércoles" [quarta-feira em espanhol] vem de Mercúrio, bem como Wednesday em inglês vem de Woden’s Day, dia de Woden), também tem um capacete alado, possui a lança Gungnir, cuja ponta, ao tocar o escolhido, desperta neles a inspiração guerreira e poética: era sua versão do caduceu de Hermes. Trata-se de deuses feiticeiros e xamânicos, mestres iniciadores e governantes das forças telúricas. No caduceu, o bastão simboliza o Sushumna, enquanto as serpentes simbolizam Ida e Pingala. No caso do Irminsul ou Yggdrasil, a serpente é o dragão Nidhogg, e as asas são a águia Hraelsveg. Na Yggdrasil há um esquilo, Ratatoskr, que leva insultos e fofocas entre o dragão e a águia, como um símbolo das correntes de energia que fluem da Terra para o céu e vice-versa. As asas também são associadas com as asas do capacete de Wotan, Hermes e Mercúrio, ou o faravahar do Mazdeísmo — o disco solar alado. O símbolo do caduceus é muito recorrente também fora do Ocidente: é encontrado na Mesopotâmia, Egito e Índia.

À esquerda, o caduceu. Depois de nascer na base, às serpentes se espiralam antes de se juntarem pela última vez, após o que serão submetidas às asas do espírito, tornando-se uma "serpente alada", um dragão ou uma águia com uma serpente em suas garras. Direita, o Irminsul, "eixo do mundo" para os germânicos. Os estandartes também simbolizam uma versão desta simbologia de eixos. Os estandartes romanos costumavam ter sete discos, um sobre o outro, na base do qual havia uma lua crescente, e no topo uma águia (símbolo do deus Júpiter) sustentando raios. Tanto caduceus, Irminsul e estandartes imperiais também estão relacionados com o arquétipo da copa ou cálice.

Disco alado egípcio. Note as duas serpentes.
 À esquerda, disco solar alado assírio. À direita, o faravahar iraniano.

Emblema da Força Aérea Espanhola.

O famoso par águia-serpente é muito comum nas várias mitologias indo-europeias. Diz-se que no ombro do rei Filipe da Macedônia, durante uma campanha militar, pousou uma águia que colocou um ovo. Ele caiu no chão, quebrou, e uma serpente saiu de dentro. Depois recebeu a notícia do nascimento de seu filho Alexandre, destinado a ser o imperador helênico da Grécia e do Egito indo até o Afeganistão e à Índia. Toda simbologia sobre isso parece sussurrar "asas para cima, serpente para baixo". Lembre-se também do "Assim Falou Zaratustra" de Nietzsche, em que Zaratustra sempre vaga com sua serpente (a astúcia) e sua águia (seu orgulho). A águia em si é apenas uma forma melhorada da serpente: agora sabemos que os pássaros vêm de répteis, uma águia não deixa de ser uma "serpente evoluída", e a águia ainda mantém em seus olhos uma sabedoria como aquela mantida nos olhos da serpente. Os escandinavos, entretanto, diziam que os indivíduos de olhos azuis têm "uma serpente nos seus olhos". Na maioria das representações mitológicas, a águia está atacando a serpente, mas não a ataca para matá-la, mas para dominá-la, para usá-la em sua missão de reagrupar a luz no círculo: "cavalgar o tigre". O resultado da luta é o símbolo da águia com as asas abertas, segurando em suas garras uma serpente que, mordendo sua cauda, ​​forma um círculo, dentro do qual está uma roda solar ou outro sinal de luz. A águia do Terceiro Reich, com um círculo em suas pernas contendo a suástica, representa a mesma coisa: o triunfo da luz sobre a escuridão, a imortalidade sobre o eterno retorno, o espírito sobre a matéria.

Representação indo-europeia típica da águia atacando a serpente.

O resultado: a águia com as asas espalhadas, como no caduceu, no Irminsul ou nos estandartes imperiais, segurando um anel dentro do qual brilha a suástica, protegida por esse círculo, cuja origem está no símbolo da serpente que morde a cauda (como o Ouroboros grego ou o Jormungand germânico, a "serpente do mundo").


OS SETE CHAKRAS CORPORAIS

Vou agora descrever os sete chakras do corpo, com base nos ensinamentos do hinduísmo. Adequadamente, o número total de chakras é nove (o número preferido da mitologia nórdica), uma vez que um sistema de chakras verdadeiro tem o ponto mais baixo do centro da Terra, cujo símbolo é o Sol Negro e como o ponto mais alto do céu, cujo símbolo é o Sol. Ambos são chakras não corpóreos e, portanto, não os descreveremos aqui, mas vale ressaltar a ideia de que todo eixo bom tem suas "raízes" no inferno e seus "ramos" no céu.

Os chakras estão relacionados a áreas "chave" em que a agressão física direta, como um golpe, pode produzir um desconforto severo ou mesmo a morte. Além disso, sua sensibilidade e influência corporal faz com que as áreas dos chakras sejam lugares preferidos para certas massagens. Devemos acrescentar que, além dos bem conhecidos sete chakras, há toda uma infraestrutura de "sub-chakras" ou "chakras menores" distribuídos por todo o corpo, como nos pés ou nas mãos. A arte oriental da acupuntura tomou nota da distribuição de todos esses chakras menores, enquanto os rituais tradicionais de "imposição de mãos" (por exemplo, entre os cátaros) estavam relacionados com a capacidade curativa e condutora do importante plexo nervoso das palmas das mãos.

Um homem meditando com seus sete chakras, cada um em sua cor associada, das sete cores do arco-íris em que decompõe-se a luz do sol primordial branco-dourada.

Os animais também têm chakras, embora sejam mais densificados e materializados. Os animais são um tipo menos complexo de forma de vida, mas isso não significa que eles são menos perfeitos. Na verdade, a maioria dos animais são mais perfeitos como animais do que os homens como os homens, porque seu comportamento é natural e inocente, fazem o seu dever com a precisão do instinto. No entanto, nos animais, a medula espinhal (que coincide com o eixo dos chakras, ou o Sushumna) é horizontalmente ou substancialmente inclinada. Só o homem (juntamente com a árvore, que segundo Leonardo da Vinci é o ser mais perfeito após o homem) possui um eixo igualmente vertical. Podemos assim compreender a importância mística e guerreira que os antigos caçadores davam ao urso: este animal é capaz de ficar de pé e assim erguer a sua medula espinal, posicioná-la verticalmente e orientar o seu eixo para o céu. O urso simboliza a transição da natureza mais terrena para o lado espiritual, e vice-versa, à vontade. É, portanto, um símbolo do sacerdote-guerreiro por excelência.

ESQUEMA DAS DESCRIÇÕES

Em cada chakra daremos uma série de explicações que nos servirão para entender a essência e a natureza de cada um.

Yantra: é a representação gráfica de cada chakra de acordo com o hinduísmo. Tais representações são belos desenhos em que o chakra é moldado como uma flor de lótus em cujas pétalas são inscritas certas letras em sânscrito, em torno de uma letra central que vem carimbada em uma mandala ou desenho associado com o chakra em questão.

Localização interior: cada chakra tem uma localização precisa dentro do corpo humano. Especificamente, eles estão localizados no eixo, relacionados à medula espinhal, e à altura das várias glândulas do sistema endócrino.

Localização exterior: na superfície do corpo, os chakras também têm sua representação, caracterizada por um ponto de alta sensibilidade. No primeiro chakra e no último, este ponto é só um, mas nos outros cinco chakras, há dois pontos exteriores, um frontal (na área dianteira do corpo) e o outro posterior (na parte traseira).

Nome hindu: os brâmanes deram a cada chakra um nome bastante poético e evocativo.

Nome de acordo com a ciência moderna: muitos séculos após os antigos entenderam completamente a natureza dos chakras, a ciência moderna chegou a conclusões semelhantes, identificando numerosos "centros nervosos" conectados através da medula espinhal, com ramificações em todo o corpo, e forte influência sobre as várias funções corporais. A ciência moderna chama os chakras de "plexos nervosos". Cada plexo domina uma região do corpo, aquela para a qual os ramos nervosos vêm do plexo correspondente. Essa área é o "raio de ação" do chakra, embora seus efeitos possam ser espalhados por todo o corpo.

Glândula ou glândulas associadas: devemos entender que o assunto dos chakras não é exclusivamente espiritual ou exclusivamente corporal, mas nasce como uma união de ambos e, portanto, influenciam tanto o corpo quanto o espírito. E assim como o espírito tem seus centros específicos de poder, sua representação no corpo tem sido expressa nas glândulas do sistema endócrino humano, substâncias secretoras capazes de alterar completamente a aparência, consciência, vontade e percepção. Cada chakra está associado, portanto, com uma determinada glândula ou glândulas.

Essências corporais associadas: uma vez que cada chakra influencia certas glândulas, também influenciará a elaboração de muitas substâncias hormonais que tais glândulas produzem e que são capazes de governar o humor e o funcionamento do corpo.

Órgão ou órgãos de ação: assim como cada chakra está relacionado às glândulas, as glândulas influenciam certos órgãos, de modo que o chakra tem um "campo de ação", no qual os órgãos caem sob sua influência.



Funções corporais associadas: como os chakras influenciam diretamente as glândulas e órgãos, afetarão diretamente as funções relacionadas a tais glândulas e órgãos.

Sentido associado: cada chakra está intimamente ligado a um sentido particular e influencia a intensidade, qualidade, nitidez e fidelidade da percepção do mundo físico por meio desse sentido.

Desejo ou desejos associados: cada chakra urge algo ou influencia um impulso, um desejo determinado, e não apenas quanto à intensidade desse desejo, mas também quanto à sua pureza.

Elemento: cada chakra está associado a um elemento definido que de alguma forma ajuda a explicar metaforicamente a natureza do chakra em questão e a compreender seu significado.

Animal ou animais representativos: na mitologia hindu, cada chakra estava associado a um animal, o que significava que as qualidades totêmicas do animal representado estavam relacionadas com o chakra correspondente. A cultura hindu, forjada na selva, não é equivalente à europeia, onde os animais representativos, capazes de nos dizer algo sobre isso, seriam outros. Na Europa não há elefantes, por exemplo, e o significado simbólico que um elefante tinha para um hindu não é o mesmo que ele teria para um europeu. Quando possível, tentarei dar equivalências "europeias" aos animais simbólicos do hinduísmo.

Astro: assim como o esoterismo aceita que os astros do nosso sistema solar influenciam diretamente o humor das pessoas, também é aceito que o funcionamento dos chakras está associado com vários corpos celestes.

Cor ou cores associadas: cada chakra é associado com uma cor ou cores que ajudam a compreender a sua essência, e que vêm das sete cores do arco-íris. O próprio olho humano percebe apenas as cores incluídas no arco-íris, isto é, aquelas que estão entre o vermelho e o violeta. Aquelas abaixo são chamados "infravermelho" (mundo telúrico), e as acima "ultravioleta" (mundo espiritual). Além disso, pensa-se que a contemplação meditativa de uma determinada cor (na forma de cartão, por exemplo) ajuda a estimular o funcionamento do chakra associado com essa cor. Isso é conhecido como cromoterapia.

Aromas associados: diferentes aromas ajudam a estimular o funcionamento de um chakra particular, e é uma das razões pelas quais o incenso sempre tem sido predominante nos ritos religiosos em todo o mundo. A estimulação ou cura de um chakra através dos odores associados com ele é chamado de aromaterapia.

Sons associados: Certos sons, incluindo tipos de música ou ruídos ambientais da Natureza, ajudam a despertar certos chakras. Isso é chamado de musicoterapia.

Mantra: no hinduísmo, um mantra é uma sílaba sagrada que tem um poderoso efeito sugestivo sobre a mente e faz vibrar a abóbada craniana, garganta, tórax e abdômen com certa vibração, estimulando certas faculdades. Muitos mantras prolongam-se e repetem-se monotonamente, durante a meditação ou durante um rito. Da Índia vem o Mantra Yoga, que consiste em despertar os vários chakras fazendo uso de mantras.

Mandala: uma mandala é um desenho simbólico que é observado durante a meditação para otimizar a concentração e a imersão em um dado chakra.

Número de pétalas: como disse, no hinduísmo os chakras são representados como flores, cada uma com seu número de pétalas.

Alimentos: já é reconhecido que os alimentos não só servem para fornecer energia e matérias-primas para o corpo, mas as substâncias liberadas pelos alimentos influenciam o nosso cérebro. E, da mesma forma, alguns alimentos influenciam diferentes chakras.

Arquétipo: um arquétipo é uma imagem mental, um símbolo com um amplo espectro de significados fortemente sugestivos. O Sol é um arquétipo, assim como a luz, a escuridão ou um deus são arquétipos por si mesmos. No caso dos chakras, o arquétipo ajuda a explicar o significado e a importância geral do chakra.

Tema central: cada chakra está relacionado com um aspecto vital, um evento ou um estágio no caminho da ascensão espiritual.

Incluiremos depois destes elementos uma explicação adicional sobre o chakra específico.


PRIMEIRO CHAKRA


Localização interior: Na base da coluna vertebral, o centro coccígeo.


Localização exterior: No centro do períneo, a área muscular localizada no ponto mais baixo do tronco, entre os genitais e o ânus. Na disciplina taoísta, esta é a área que o homem praticante neófito pressiona para evitar a ejaculação durante o ato sexual, quando o praticante não domina outras formas mais aperfeiçoadas de continência seminal.

Nome hindu: Muladhara (raiz).

Nome de acordo com a ciência moderna: Plexo sacral (também chamado de plexo coccígeo ou plexo pélvico).

Glândulas associadas: Glândulas corticoadrenais e suprarrenais. 

Essências corporais associadas: A medula adrenal produz a adrenalina e noradrenalina, cujos efeitos são bem conhecidos: aumentam o pulso, a atenção e a força, além de adormecer o medo e a dor. As glândulas suprarenais produzem glicocorticoides (lutam contra alergias e inflamações e influenciam a pressão arterial) e mineralocorticoidse (regulam a presença de sódio e potássio nos rins, saliva e suor). O córtex adrenal também ajuda a produzir hormônios sexuais como a testosterona ou DHEA. Os efeitos destes hormônios são geralmente um aumento na agressividade e libido, um reforço da circulação, uma condição geral de poder e um aumento da massa muscular.

Órgãos de ação: Os músculos genitais, o esfíncter, o ânus, as nádegas, as pernas.

Funções corporais associadas: Produz glóbulos vermelhos. Por estar relacionado com o períneo, regula a defecação, excreção e ejaculação. Além disso, regula a qualidade do esqueleto, dentes, cabelo e unhas. Como é sabido, a aparência e qualidade destes fatores revelam facilmente a saúde do indivíduo examinado [1]. O primeiro chakra está intimamente relacionado com as pernas e pés, que são a nossa conexão com a Terra, as nossas próprias raízes de certa forma, além de nossos meios de locomoção. Eles também têm uma influência decisiva sobre a potência sexual do macho, bem como sobre a faculdade de retenção do sêmen — um fator vital para todas as disciplinas orientais. Qualquer atleta, artista ou guerreiro sabe a importância da abstenção nos dias antes da atividade.

Sentido associado: Cheiro. Como é bem sabido, o cheiro é o sentido físico que prevalece mais fortemente e é mais facilmente marcado na memória. Como vem do ar em torno de nós, o odor penetra nossos pulmões e passa para o sangue em questão de segundos, espalhando suas substâncias químicas ou seus efeitos em todo o corpo, incluindo o cérebro, dando um efeito psicológico muito rápido. Um cheiro agradável pode infundir-nos com prazer e tranquilidade, enquanto um cheiro desagradável pode nos fazer vomitar. Um perfume sutil e familiar pode levar nossa mente a uma época passada de nossa vida, ou mesmo evocar alguma lembrança vaga de uma vida anterior.

Desejos associados: Possuir, combater, destruir.

Elemento: Terra.

Animais representativos: Elefante branco, touro ou cobra. A fera.

Astro: Saturno.

Cor associada: Vermelho.

Aromas associados: Rose, jasmim, cravo e sândalo. Uma vez que este chakra está intimamente relacionado com o cheiro, a aromaterapia pode ter um efeito maior sobre ele do que em outros chakras.

Som associado: Bateria e sons de percussão em geral.

Mantra: Lam.

Mandala: Quadrado amarelo.

Número de pétalas: 4.

Alimentos: Proteínas e carnes.

Arquétipos: Sangue e solo, enraizamento, Sol Negro, Mãe Terra.

Tema central: O instinto de sobrevivência. Luta, medo, autopreservação e posse.

A base da coluna funciona como uma espécie de bomba de energia, um reservatório de força juvenil que tende a derramar-se por meio da ejaculação ou menstruação, ou para impulsionar-se para cima para subir através da medula espinhal. Este é o lugar onde a Kundalini dorme enrolada, que representa essa energia. Este é o fundamento de tudo, a fundação, o lugar onde o processo de despertar começa.

Este chakra é a conexão mais próxima que temos com a Terra, a partir da qual podemos extrair energia, e à qual podemos dar energia (ou que a própria Terra a extrai parasitariamente). Desde que o primeiro chakra domina nossas pernas e pés, é perfeitamente preciso dizer que ele constitui o nosso centro de apego ao mundo material, ou nosso desejo de movimento, nossa segurança de estar em nossa casa, nossa pátria. No entanto, quando este chakra é desequilibrado, tal amor pela Terra nos separa completamente do céu, a matéria toma posse de nós e o resultado é um apego excessivo às coisas materiais, medo da morte, desprezo pela violência, falta de coragem e covardia perante a luta, o tipo humano doente. Ao contrário, quando funciona bem, o resultado é um indivíduo vigoroso e forte, de grande magnetismo, saudável e ativo, corajoso, indiferente à morte, dionisíaco e com grande segurança e confiança em si mesmo. Um saudável primeiro chakra produz, em suma, uma espécie de homem que ama a vida, mas não teme a morte.

O primeiro chakra tem uma influência direta sobre a energia física, o instinto de sobrevivência, a memória, o desejo constante, saudável e intenso de violência, o espírito de autoaperfeiçoamento, a atividade e a vontade de viver. Ele governa o desejo de possuir que, como quase tudo, pode ser bom ou ruim de acordo com como ele é usado. E, acima de tudo, é o chakra da luta e da coragem, da glorificação dos impulsos que incitam a viver, a mover, a destruir ou a criar segundo ditem as leis do tempo.

Um bom funcionamento deste chakra envolve o amor da Terra, mas com equilíbrio suficiente para poder lutar, arriscar a vida e o sacrifício. A luta é à base de tudo. Se todas as religiões indo-europeias estão completamente impregnadas com o culto à guerra, é porque, talvez subconscientemente, nossos antepassados ​​queriam que entendêssemos que lutar é o primeiro passo para a ativação de nosso poder. Sem sofrimento, sem luta, sem sacrifício, sem esforço e sem dor, não teríamos superação, nem heroísmo, nem nada de valor, nossas vidas seriam piores que vegetais, estaríamos permanentemente adormecidos. Literalmente, a luta é a salvação, o primeiro passo para o despertar da nossa consciência.

De acordo com os ensinamentos adulterados da Nova Era, quando esse chakra funciona bem, "a violência e a agressão são eliminadas". Isto é simplesmente uma mentira com a pior intenção, já que este resultado denota na verdade um mau funcionamento do primeiro chakra. A violência, coragem e agressividade são necessárias: a espécie as criou para se protegerem da adversidade; no caso de serem removidas, o resultado seria um tipo humano castrado, desarraigado da Natureza e fácil de manipular: é o tipo humano que quer criar o Sistema, o tipo humano de gado.

Em suma, o primeiro chakra é o chakra do material, efetivamente, mas não de modo que a matéria nos domina, mas para dominarmos a matéria e recriá-la à nossa vontade, tomando as rédeas das energias telúricas que podemos usar em nosso favor, extraindo energia da Terra para fazê-la subir através de nossa medula e permear nosso corpo. Este é o verdadeiro significado de "cavalgar o tigre", "matar o dragão", "matar o urso", "dominar o medo" ou "pegar o touro pelos chifres". Esta filosofia afirma que o ambiente é um produto do homem, não o homem produto do ambiente, e que, em vez de aperfeiçoar o mundo, o que deve ser feito é aperfeiçoar o homem, porque a criação do homem não foi completada; foi deixada pela metade, entorpecido. O homem aperfeiçoado será o instrumento divino para aperfeiçoar o mundo.

O deus associado a este chakra é Saturno — o Cronos grego e talvez o Ymir germânico — que, depois de passar pelo aparelho digestivo do Cristianismo, se tornou Satã. E por ser representativo de tudo o que está relacionado com o primeiro chakra o fez ser representativo de uma série de instintos proscritos pelo Cristianismo.

Duas runas germânicas representam bem o significado deste chakra, a runa Yr (as raízes da árvore) e a runa Ur (o primordial).


SEGUNDO CHAKRA



Localização interior: Na área do baço.


Localização exterior dianteira: Debaixo do umbigo, no centro do púbis.

Localização exterior traseira: Entre a quinta vértebra lombar e o osso sacro.

Nome hindu: Swadhisthana (doçura).

Nome de acordo com a ciência moderna: Plexo prostático (masculino) ou uterino (feminino).

Glândulas associadas: As gônadas (testículos e vesículas seminais no homem, ovários nas mulheres) e glândulas suprarenais.

Essências corporais associadas: No caso dos testículos, exercem gônadas através da fabricação de espermatozoides, e exercem glândulas através da produção de hormônios, principalmente a testosterona, o hormônio masculino por excelência. No caso dos ovários, a sua função como gônadas é a fabricação de óvulos e sua função como glândulas é a produção de hormônios. Tanto nos testículos como nos ovários, os hormônios produzidos são andrógenos (como é a própria testosterona) e estrógenos (estradiol e estrona). O segundo chakra também tem uma influência decisiva no desenvolvimento e na qualidade das essências masculinas (sêmen) e femininas (como o fluxo vaginal).

Órgãos de ação: Os órgãos sexuais, os abdominais inferiores, os intestinos, os rins, as lombares e a bexiga. Também é considerado estreitamente ligado às mãos.

Funções corporais associadas: Tudo relacionado com a sexualidade e o sistema reprodutivo, incluindo a menstruação feminina, a elaboração do sêmen e a altura da libido e da potência sexual. Ele também controla algumas fases de excreção, influenciando os intestinos, rins e bexiga.

Sentido associado: O gosto.

Elemento: Água.

Desejo associado: Sexo, criar, construir.

Animais representativos: O peixe ou o crocodilo.

Astro: Lua.

Cor associada: Laranja.

Aromas associados: Bergamota, sândalo, baunilha e amêndoa amarga.

Sons associados: Água em movimento — por exemplo, uma fonte, uma cachoeira, chuva, um rio que flui ou as ondas do mar.

Mantra: Vam.

Mandala: Lua prateada em um quarto crescente ou minguante, com as pontas apontadas para cima.

Número de pétalas: 6.

Alimentos: Líquidos. Uma vez que este chakra está intimamente relacionado com o gosto, o alimento pode ter um efeito maior sobre ele do que sobre outros chakras.

Arquétipo: A mulher atraente.

Tema central: Sexualidade, emoção e criatividade.

Como o nome hindu indica, este chakra está relacionado com tudo o que adoça a vida, incluindo prazer, boa comida, bom sexo, poder genital, luxúria positiva e alegria, mas como um chakra de emoções, influi sobre a tristeza e as lágrimas. Não é revelador que Freia, a deusa germânica da beleza e do amor, é a que derramou "lágrimas de ouro".

Bebês e crianças aprendem pela primeira vez a dominar a matéria e suas funções corporais aprendendo a não excretar, isso corresponde ao primeiro chakra, e muitos não vão além. O segundo chakra envolve o passo posterior, envolve dominar as forças sexuais, e se manifesta, para melhor ou pior, na adolescência.

O segundo chakra está relacionado, em suma, com a capacidade de desfrutar, e com a limpeza e pureza do prazer que desfrutamos. Na verdade, como um senhor sobre as áreas abdominal e renal, o segundo chakra tem um efeito direto sobre cócegas e risos; Mas, concretamente, pode-se dizer que é o chakra sexual. Influencia decisivamente no conceito de sexualidade, na atitude que se toma diante dela, na capacidade de desfrutá-la e na limpeza espiritual das relações sexuais que se mantêm. É também responsável por fortalecer a identidade sexual do indivíduo, revitalizando a masculinidade nos homens e a feminilidade nas mulheres. Ele também desempenha um papel como regulador de relações sociais superficiais entre indivíduos, como aquelas entre estranhos, ou em um ambiente desconhecido.

Outro papel do segundo chakra relacionado à sua função sexual é o de estimular a criatividade em geral, incluindo naturalmente a capacidade de criar vida através da reprodução, mas também, em certa medida, a criatividade artística. Através de uma obra de arte podemos saber se o artista que a criou era um indivíduo puro ou um degenerado sexual.

É interessante relacionar a associação aquática que carrega este chakra com o banho de amor sagrado nos textos alquímicos europeus medievais e o "modo úmido" de muitas tradições iniciáticas (como o Tantrismo) que tentam cultivar e treinar energias sexuais poderosas e transmutar em forças mais refinadas.

Não falta dizer que este chakra está completamente contaminado na sociedade moderna. No que diz respeito à alegria, tem sido feito apologia de diversões e prazeres fáceis e plastificados, incluindo drogas, comportamentos ridículos e um humor totalmente escravo e desequilibrado. Quanto ao sexo, tornou-se uma questão de perseguição obsessiva, desperdício de energia e desejo sujo para os homens, e fez a maioria das mulheres se tornarem prostitutas. A disponibilidade indiscriminada de pornografia também perverteu a sexualidade de muitas pessoas, levando ao surgimento de vícios e desvios inconcebíveis em mentes saudáveis. Menção particular merece a homossexualidade, que está relacionada com uma inversão da identidade sexual em alguns casos, ou uma simples contaminação dos instintos relacionados a este chakra.

O bom desenvolvimento do segundo chakra manifesta-se na capacidade de dominar os impulsos sexuais, na pureza do sentido erótico e na firmeza do abdômen inferior.


TERCEIRO CHAKRA


Localização interna: Na medula espinhal, ao nível do pâncreas.


Localização exterior dianteira: No umbigo, sob a base do esterno. Boca do estômago ou diafragma dos pulmões. É um dos pontos-chave no boxe, onde um golpe certeiro e forte produz a expulsão do ar, a flexão do tronco e a interrupção da respiração.

Localização exterior traseira: Na sétima vértebra dorsal.

Nome hindu: Manipura (joia).

Nome de acordo com a ciência moderna: Plexo solar (também chamado de plexo celíaco).

Glândula ou glândulas associadas: O pâncreas.

Essências corporais associadas: O pâncreas produz dois hormônios, a insulina (reguladora do metabolismo) e o glucagon (eleva o açúcar no sangue e acelera a clivagem do glicogênio). Atualmente, devido à ingestão indiscriminada de carboidratos e açúcares, o equilíbrio destas substâncias está seriamente perturbado.

Órgãos de ação: O pâncreas, intestinos, abdômen e estômago.

Funções corporais associadas: A digestão, a combustão do alimento e sua transformação em energia, o metabolismo.

Sentido associado: Vista

Elemento: Fogo.

Desejos associados: Comer, querer, desejar, dominar, impor, conquistar.

Animais representativos: O carneiro ou o leão. Lembre-se que Herácles ou Hércules, um herói greco-romano participou tanto da façanha do velo de ouro (uma pele de carneiro) quanto do leão sobrenatural, cuja pele foi posta à morte com as próprias mãos.

Astro: Marte e Sol; este chakra está relacionado com o signo zodiacal de Áries.

Cor ou cores associadas: Amarelo. Uma vez que este chakra está intimamente relacionado ao gosto, a cromoterapia pode ter um efeito maior sobre ele do que sobre outros chakras.

Aromas associados: Limão, lavanda e alecrim

Sons associados: Música tranquila e de tempo uniforme.

Mantra: Ram (em inglês, ram significa "carneiro").

Mandala: Triângulo vermelho com vértice para baixo.

Número de pétalas: 10

Alimentos: Carboidratos (arroz, macarrão, batata, açúcar etc.).

Arquétipo: O líder, o conquistador, o monge-soldado.

Tema central: Vontade de poder.

O terceiro chakra influencia a autoestima, o espírito de ação, a mentalidade empreendedora e conquistadora, a vitalidade, a coragem, a transformação pessoal e a sabedoria espiritual. Como dominador da alegria e da raiva, está relacionado com emoções fortes (que são perceptíveis no abismo do estômago, como se houvesse um nó) ou com vômito e, naturalmente, influencia o processo de digestão dos alimentos. Também era dito que o pleno desenvolvimento do terceiro chakra tende a livrar o corpo de qualquer tipo de doença.

Um bom funcionamento deste chakra dá poder, sentimento de ego, força de vontade, anseio de submeter ao que está por baixo e uma ambição saudável. Tudo isso nos leva à conclusão de que é o chakra-chave em termos da vontade de poder. Podemos até mesmo apontar que aquele grande homem, Napoleão, que era um iniciado, fez grande uso deste chakra, talvez até mesmo abusando dele ou usando de forma desequilibrada (sua ambição tão renomada), de tal forma que lhe causou desconforto, e em muitos retratos ele é visto na famosa posição da mão direita sobre o estômago. No final de sua vida, a ruptura deste chakra lhe deu câncer de pâncreas ou estômago, que como disse, são órgãos intimamente relacionados ao terceiro chakra.

Podemos acrescentar que, após o nascimento, e depois de cortar o cordão umbilical, ainda mantém um tênue cordão umbilical espiritual, que se estabelece entre o terceiro chakra da mãe e o da criança. Em pouco tempo, esse lace rompe. O oposto significaria um relacionamento insalubre de dependência.

Além disso, este chakra também é característico das qualidades associadas ao militarismo: a vontade de superar obstáculos e atingir metas, o espírito de sacrifício, a capacidade de lidar com situações e organizar recursos.

Na civilização atual, esse chakra também está claramente desequilibrado. Por um lado, há pessoas com uma ambição puramente materialista, que se matam de estudar e trabalhar com o único propósito de ganhar muito dinheiro, embora eles próprios não sabem o que querem. E então, por outro lado, há pessoas que têm o desequilíbrio oposto, ou seja, deixar-se dominar, não saber dizer não, não ter autoestima, ser covarde e preguiçoso.

O taoísmo deu a este chakra a importância de ser uma zona de incubação e transmutação de energias. Isto é onde os desejos baixos se tornam impulsos mais elevados.

O bom desenvolvimento do terceiro chakra manifesta-se na vontade abundante, na vitalidade, na fome de poder, na autoridade, na capacidade de superar as dificuldades, no bom apetite, na capacidade de suportar a fome e na firmeza e toda a região abdominal e lombar.


QUARTO CHAKRA


Localização interna: Na medula espinhal, ao nível do coração.


Localização exterior dianteira: No centro do peito.

Localização exterior traseira: À altura da oitava vértebra.

Nome hindu: Anahata (invicto). Curiosamente, os antigos persas, vizinhos dos hindus, tinham uma deusa chamada Anahita, que era chamada de "inviolável".

Nome de acordo com a ciência moderna: Plexo cardíaco.

Glândulas associadas: timo, paraganglioma supra cardíacos e glândulas mamárias.

Essências corporais associadas: Os paragangliomas supracardíacos produzem noradrenalina, e o timo produz o hormônio tímico, responsável pelo sistema imunológico e segregação linfocitária.

Órgãos de ação: O coração, os pulmões.

Funções corporais associadas: O sistema circulatório, sangue.

Sentido associado: Toque.

Desejos associados: Amar e odiar.

Elemento: Ar.

Animais representativos: Antílope ou pombo.

Astro: Vênus.

Cor associada: Verde.

Aromas associados: Rosa, hortelã e almíscar

Sons associados: Música sagrada.

Mantra: Iam.

Mandala: Hexagrama azul.

Número de pétalas: 12.

Alimentos: Vegetais, especialmente plantas verdes.

Arquétipo: O caído, o imolado, o sacrificado.

Tema central: Amor, ódio, união sagrada e sacrifício.

Se o primeiro chakra representa a Terra, o segundo a Lua e o terceiro tem conotações solares, o quarto contém tanto a lua como o sol, por isso é um sinal da união sagrada entre o cálice e o conteúdo. É o chakra de transição entre a Terra e o céu, o preto e o branco. É o verde, o produto da união entre os dois (Natureza, Osíris), mas é também o sangue derramado no sacrifício. Acima de tudo, trata-se de um chakra de interseção, crucificação, reconciliação de opostos, guerra e amor.

O quarto chakra é muito especial, pois existe um cruzamento entre dois aspectos. Este chakra atua como uma ponte entre os três chakras mais materiais e os três chakras mais espirituais. É, portanto, o centro da cruz, onde ocorre o milagre, o encontro entre o material e o espiritual. Este milagre seria o Graal, que de acordo com a mitologia medieval era verde como a esmeralda caída da coroa de Lúcifer, a cor associada a este chakra.

É também o chakra da alegria, bondade e amor, como indicado pelo hexagrama (chamado Estrela de David ou Selo de Salomão no Judaísmo), que simboliza a interseção entre o triângulo apontando para cima (o princípio masculino, celestial e espiritual) e o triângulo apontando para baixo (princípio feminino, terrestre e material). O hexagrama (chamado "símbolo de Vishnu" na Índia) tem um forte paralelismo com o sinal maçônico e a runa Ing dos germânicos. Enquanto o segundo chakra regula as relações individuais de caráter superficial e social, o quarto chakra é responsável pelas relações mais profundas e pessoais, como a amizade ou o amor, entendido o amor como minne. Isso também influencia o conceito que você tem de si mesmo, ou seja, se amar ou odeia a si mesmo: amor próprio, honra.

E, claro, este chakra, como todos, tem um lado escuro e um lado luminoso. O lado claro é o amor, o escuro é o ódio. Vamos enfatizar que tanto amor como ódio não são bons ou maus em si mesmos, mas dependem de como são usados.

Sem dúvida, o quarto chakra está relacionado com a runa Hagal, pois está relacionado com um ponto de cruzamento entre a parte inferior da "árvore" (runa Yr) e a parte superior (runa Man).

O bom desenvolvimento do quarto chakra manifesta-se na capacidade de amar e odiar com força, na sensibilidade artística, na fidelidade e capacidade de sacrifício e entrega.


QUINTO CHAKRA


Localização interior: No centro da garganta.


Localização exterior dianteira: Na base do pescoço, em uma abertura desprotegida no início da garganta. Quando apertado, torna a respiração difícil. Um golpe forte e preciso com as pontas dos dedos nesta área pode matar a vítima.

Localização exterior traseira: À altura da terceira vértebra cervical, onde a medula espinhal se torna uma medula oblongata.

Nome hindu: Vishuddha (pureza).

Nome de acordo com a ciência moderna: Plexo laríngeo ou faríngeo.

Glândulas associadas: Tireoide, paratiroide, tiroideas aberrantes, salivas.

Essências corporais associadas: A tireoide produz a tiroxina e a triiodotironina, e ao acelerar o metabolismo, ajuda na queima de gordura corporal. A paratiroide produz o hormônio paratormona, regulando o cálcio corporal. O déficit de atividade da paratiroide reduz o cálcio a favor do fósforo (produzindo hiperexcitabilidade), enquanto o excesso de atividade faz com que a paratiroide roube o cálcio necessário no sistema ósseo.

Órgãos de ação: A boca, cordas vocais, pescoço, esôfago, traqueia, laringe, faringe, nariz, traqueia, brônquios, pulmões e orelhas.

Funções corporais associadas: O sistema respiratório.

Sentido associado: Audição.

Desejos associados: Comunicar, compartilhar.

Elemento: Éter.

Animais representativos: O elefante branco de quatro presas (Airâvata) ou o touro.

Astro: Mercúrio.

Cor ou cores associadas: Azul celeste. Não só é a cor do céu, mas é parte da bandeira de Israel, a maçonaria incorpora em muitos de seus escudos, e a própria ONU tem em sua bandeira. A cor oposta ao azul celeste é exatamente a mesma cor marrom usada pela SA nazi em seus uniformes.

Aromas associados: Mirra, lila e eucalipto.

Sons associados: Música cantada, cânticos.

Mantra: Ham.

Mandala: Círculo fúcsia.

Número de pétalas: 16.

Alimentos: Frutas, especialmente frutas cítricas.

Arquétipo: O mensageiro, o orador, o músico, o trovador, o poeta, o cantor, o artista.

Tema central: Comunicação e arte.

Este é o lugar onde o herói grego Aquiles atravessou o troiano Heitor com sua lança, nesse ponto "onde a vida escapa mais rápido." O quinto chakra está intimamente relacionado com o conceito de quintessência, quinta essência, quinto elemento, pedra filosofal etc. Isso se deve ao fato de que os chakras anteriores estão relacionados à terra, à água, ao fogo e ao ar, respectivamente. Cada um representa uma dos quatro pontos da cruz. Onde os quatro coincidem, o milagre ocorre, a criação do quinto elemento, que é o éter. Portanto, este chakra é o produto da "crucificação de elementos" que ocorre no quarto chakra.

Em outro nível, este chakra está relacionado com as várias formas de comunicação (incluindo a telepatia), mas especialmente com a fala, a capacidade de expressar conceitos e fazê-los entender. A voz é a materialização do pensamento do espírito, e não devemos desprezar a frase que "no principio era o verbo", frase que fascinou, por exemplo, os nazistas alemães. Sendo o chakra da voz e do ouvido, o quinto chakra está, portanto, relacionado com a música e especialmente com o canto.

Como a comunicação envolve a transmissão de pensamentos, envolve também a transmissão de energias espirituais. O quinto chakra, então, é o chakra do discurso, da propaganda e da oratória, mas também da escrita e da capacidade de ouvir (não esqueça de que este chakra está relacionado com a boca, mas também com os ouvidos). Ele está associada à comunicação entre as pessoas, com a frustração do entendimento que é produzido pelo subdesenvolvimento deste chakra, com o pânico de falar em público, e com "ter um nó na garganta" em situações emocionais.

O desequilíbrio deste chakra dentro do Sistema é muito fácil de identificar: a desordem de palavras e frases, falar trivialidades, não controlar o que é dito. A solução desse transtorno será a adoção de um estilo lacônico e militar.

O bom desenvolvimento do quinto chakra manifesta-se na clareza da voz, na capacidade de cantar e nas qualidades de comunicação, expressão e escuta.


SEXTO CHAKRA


Localização interna: No centro do cérebro.


Localização exterior fronteira: Dois dedos acima da sobrancelha.

Localização exterior traseira: Onde começa a primeira vértebra cervical.

Nome hindu: Ajña (saber).

Nome de acordo com a ciência moderna: Plexo cavernoso ou frontal.

Glândulas associadas: Pituitária (também chamada hipófise) e hipotálamo. A pituitária é dividida em duas subglândulas, a adenoipófise e a euroipófise.

Essências corporais associadas: A adenoipófise produz as hormonas STH (hormônio do crescimento e fator diabetógeno), TSH (estimula a produção de hormônios da tireoide), FSH (estimula as glândulas sexuais), LH (em mulheres, causa a ovulação e formação do corpo lúteo) LHT (na mulher, responsável pela manutenção do corpo lúteo e produção de leite da glândula mamária) e MSH (estimula os melanóforos, as células da pele que formam pigmento e, portanto, influenciam sua cor). Curiosamente, a raça nórdica é caracterizada tanto pela sua alta estatura quanto pela sua clareza da pele. Quanto à neuroipófise, sua função é armazenar e distribuir os hormônios produzidos pelo hipotálamo: dopamina, ADH (ação antidiurética e com tendência a elevar a pressão arterial), oxitocina (em mulheres, ajuda na contração da parede uterina e regula a emissão de leite da glândula mamária e, portanto, está intimamente relacionada à maternidade e ao parto) e RF (regulam a produção hormonal de toda a glândula pituitária).

Órgãos de ação: O cérebro, os olhos e o hipotálamo.

Funções corporais associadas: A função da glândula pituitária não é apenas produzir essências hormonais, mas também regular o funcionamento de todas as outras glândulas do sistema endócrino, atuando como coordenador. Isso nos dará uma ideia do importante papel da glândula pituitária.

Sentido associado: A visão, além do chamado "sexto sentido", a clarividência, a visão interior.

Desejos associados: Entender, compreender, conhecer, penetrar no sentido e significado.

Elemento: Luz, isto é, todos os elementos purificados acima.

Animais representativos: Coruja ou borboleta. (Atena-Minerva, cujo animal emblemático era a coruja, saiu da frente de Zeus-Júpiter). A coruja é como a águia da noite, capaz desenvolver-se na escuridão.

Astro: Netuno.

Cor ou cores associadas: Índigo ou anil.

Aromas associados: Lavanda, hortelã e jasmim.

Sons associados: Música mística.

Mantra: Om.

Mandala: Ponto de luz.

Número de pétalas: 2.

Alimentos: Nenhum.

Arquétipo: O eremita, o profeta, o vidente.

Tema central: Intuição, inteligência e clarividência.

O sexto chakra é o de inteligência, sabedoria, conhecimento direto e, portanto, gnose. É o que governa tudo o que se relaciona com o "poder da mente" e o "sexto sentido". Diz-se que, após a ativação deste chakra, "não há nada para buscar", e como sabemos, o Graal é um símbolo de busca. Talvez isso implique que o Graal tenha sido descoberto; não compreendido (isso viria no sétimo chakra), mas para ser conhecido.

O sexto chakra tem sido chamado de "terceiro olho" porque permite a percepção de coisas que os olhos físicos não podem ver. Relaciona-se com a inteligência, a capacidade de aprendizagem, "a luz no fim do túnel", a percepção do mundo astral, o autoconceito e os dons da clarividência, profecia, telepatia, percepção extrasensorial e intuição. Jörg Lanz von Liebenfels afirmou que os deuses antigos desfrutavam de um poder elétrico que emanava da glândula pituitária (ele o chamava de "elétron dos deuses") e que, ao se misturar com raças terrenas, essa qualidade sagrada se perdeu.

O sexto chakra governa os mundos que criamos. Rege, portanto, a imaginação, o reflexo, os sonhos, os ideais e os nossos impulsos de criatividade artística. Como é sabido, as crianças, que ainda estão relativamente intactas em tenra idade, desenvolvem mais o sexto chakra, juntamente com todas as qualidades relacionadas a ele, personificado na imaginação infantil e sonhos significativos.

Curiosamente, é ensinado que este chakra é estimulado pela escuridão.

A ciência moderna afirma que a glândula pituitária está "atrofiada". Especificamente, está atrofiada pela falta de uso, e tornada inútil pelo abuso que é feito atualmente do cálcio. O ser humano é o único animal que continua a consumir leite após o período de lactação, e o leite de outros animais, o que parece antinatural. Além disso, o Sistema recentemente nos saturou com marcas de lácteos e até sucos "cálcio extra".

A chave é despertar o hemisfério direito do cérebro, que corresponde às faculdades do instinto e da intuição espiritual, e fazê-lo trabalhar em conjunto com o hemisfério esquerdo, que é o lado exclusivamente material, lógico e racional da mente, o único reconhecido pela sociedade moderna. Este, precisamente, é o cerne da corrupção do Sistema do sexto chakra: seu enfoque, quando feito, é com uma orientação puramente material e racional, desprovido de espiritualidade. É a típica inteligência materialista fortemente desenvolvida, transformada no mundano, nas figuras, no dinheiro e no peso morto, sem levar em conta fatores imponderáveis ​​metafísicos. O aborto mais representativo desse desequilíbrio é o comunismo e o sinistro cientifismo materialista dos tempos hodiernos, uma tendência que ensina que todas as emoções humanas vêm da matéria.

A recuperação desta qualidade e deste poder que um dia possuímos e era exclusivamente nosso, marcará um antes e um depois na história.

Como curiosidade, a representação hindu do sexto chakra é uma flor de duas pétalas nas laterais, e é equivalente à representação persa do disco solar com asas, muito usado pela religião de Zaratustra, e equivalente à noção de Hvareno, um presente dos deuses representados por um falcão ou um disco solar, como a aura dos santos cristãos, o deus Hórus, o fogo de Mitra, o Sol etc.

Este chakra é o subconsciente, relacionado com símbolos como as asas, os chifres, a serpente e a Lua. Era dito que é o "assento da alma" e pode ser verdade, uma vez que foi ensinado que a alma residiria no sétimo chakra. Os dois últimos chakras formam um par sagrado, como a Lua e Sol, chifres e aura. Cada palavra de carga mitológica que inclui as partículas mani, mun, man, estão relacionadas com este chakra.

O bom desenvolvimento do sexto chakra manifesta-se na inteligência, na intuição, nos poderes de observação e em qualidades consideradas "paranormais".


SÉTIMO CHAKRA


Localização: No exterior do corpo, um pouco acima do topo do crânio. Seu equivalente corporal é equivalente na parte superior do córtex cerebral.


Nome hindu: Sahasrara (multiplicado por mil).

Nome de acordo com a ciência moderna: Plexo coronário.

Glândula associada: Pineal (também chamada de hipófise).

Essências corporais associadas: Melatonina (hormônio regulador do sono e capaz de aclarar a pele) e a adrenoglomerulotropina (estimula a secreção da aldosterona). Aqui é fabricado também a dimetiltriptamina (DMT), o alucinógeno natural mais potente conhecido. Alguns, como J. C. Gallaway, consideram que um aumento na produção de DMT é responsável pelos sonhos, que não deixam de ser alucinações oníricas. Outros, como o Dr. Rick Strassman, atribuem essa "visão de túnel" e outras alucinações às experiências de quase-morte. Parece claro que há um aumento na secreção do DMT tanto durante o sono como perto da morte, e que a ingestão de drogas com DMT produz sentimentos de "viagens interdimensionais", "luz no fim do túnel", aumento da consciência etc.

Órgãos de ação: A glândula pineal, o córtex cerebral e a pele.

Funções corporais associadas: Acredita-se que esta glândula é governada pela luz, influenciando decisivamente os ciclos de sono-vigília.

Sentido associado:

Desejos associados: Elevar o espírito, ser imortal e ascender a um plano superior.

Elemento: Pensamento.

Animal representativo: Elefante, águia.

Astro: Urano.

Cor ou cores associadas: Violeta (cor considerada divina e régia em Roma). Dourado ou branco como fases posteriores, que se referem à obtenção da luz primordial dourada-branca da qual derivam as sete cores do arco-íris. Lembre-se que a haoma, bebida sagrada da mitologia persa (comparável ao néctar dos deuses gregos), é dourada, e que a soma, seu equivalente hindu, é branca.

Aromas associados: Lótus.

Som associado: Silêncio.

Mantra: M.

Mandala: Roda de mil raios.

Número de pétalas: 1000.

Alimentos: Nenhum.

Arquétipos: O iluminado, a união mística, a imortalidade, o Sol, a suástica.

Tema central: Compreensão, iluminação.

O sétimo chakra é o chakra mais alto do corpo. As mil pétalas da representação do sétimo chakra são equivalentes no plano físico aos mil nervos da região da coroa (auréola ou halo) e a uma configuração cerebral com forma de pétalas no córtex cerebral. Por outro lado, o sétimo chakra está intimamente relacionado com a aura. As representações de "santos" com um disco luminoso atrás da cabeça implicam referências a indivíduos de iniciação consumada.

Antigamente pensava-se que a alma reside no sétimo chakra, e que com a morte a alma saia do corpo através da abóbada craniana. Se contemplarmos algumas estátuas de Buda, observaremos que são representadas com a abóbada craniana amplamente desenvolvida. Isso está muito relacionado com as suturas do topo craniano, suturas que apenas os recém-nascidos possuem, e os adeptos mais avançados na meditação e disciplinas de alquimia interior. Em outros indivíduos, as suturas são soldadas e fechadas com o tempo.

Assim como o primeiro chakra enraíza a Terra, o sétimo chakra é a coroa da árvore, cujos ramos se elevam para o céu. É também o cálice da bebida sagrada, a coroa da flor, que brota do crânio depois de ter desenvolvido o caule dos chakras, ou as asas divinas e os chifres da cabeça em algumas mitologias: no Egito, o deus Nefertum era representado com uma flor de lótus saindo de sua coroa.

O sétimo chakra regula o conceito de Divindade, da imortalidade, alma e vida, e também influencia a intensidade de interesse e curiosidade nos assuntos do espírito, bem como na ânsia na busca de sabedoria espiritual. O sétimo chakra configura o que poderíamos chamar de "religião pessoal" de cada indivíduo, a mitologia mental que construímos em privado, nosso próprio weltanschauung (cosmovisão ou mundividência em alemão). É a nossa conexão com o céu, isto é, com o mundo espiritual. Também influencia fortemente a liberdade espiritual, que denota um espírito aristocrático. Os espíritos dogmáticos e intransigentes denotam que eles não têm um espírito livre, mas são escravizados por conceitos aberrantes.

Algumas coisas precisam ser explicadas sobre a melatonina, um hormônio secretado pela glândula pineal. Como a ciência moderna explica, a melatonina limpa a pele, e também inibe o envelhecimento do corpo. Mas há outros fatos interessantes. É um hormônio que é produzido principalmente nas horas de sono, e a escuridão estimula sua síntese. A produção de melatonina atinge seu pico durante a infância, por volta de sete anos. A partir desta idade, involuciona e degenera, como no caso do sexto chakra, e isso provoca o início da puberdade. Em alguns países (os EUA, por exemplo), a melatonina é amplamente vendida, pois tem reputação de ajudar contra o envelhecimento, insônia e o jet lag (uma fadiga de viagem) ― ou distúrbios de sono devido ao jet lag em voos longos. No entanto, suplementar melatonina não é a solução, porque reduziria ainda mais a sua produção pela glândula pineal. Idealmente, em qualquer caso, seria estimular a produção corporal de melatonina naturalmente por meio de uma reativação do sétimo chakra.

A melatonina pode estar muito relacionado com o amrita hindu e budista, assim, o "néctar da vida e da imortalidade", que acreditava-se que descia do sétimo chakra através da garganta em momentos de profunda meditação, impregnando o corpo e revitalizando sua juventude. Pois a bebida sagrada é obtida na montanha sagrada do norte. E o sétimo chakra é o topo da montanha, é o Pólo Norte: o nosso cume.

O bom desenvolvimento do sétimo chakra manifesta-se na fome da busca pelo eterno, no sentimento religioso e no ideal da divindade.



NOTAS

[1] Durante o tempo de tráfico de escravos, a primeira coisa que era examinada no escravo eram seus dentes, pois denotam saúde. Todos os pecuários também sabem que os dentes de um animal revelam sua saúde.